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Karison Mesquita

A privatização do Senado brasileiro

02/07/2009 17:28h

José Sarney poderá ser o 4º (quarto) presidente do senado a ser caçado, já foram investigados 3 (três) presidentes em toda história do senado e todos foram pressionados a deixar o cargo. O comportamento dos presidentes foram o principal motivo para uma investigação no senado, mas dessa vez tudo é diferente, está havendo um Streap Tease do próprio senado.

Então a crise atual não é do José Sarney, que já virou um marco na crise do senado, mas do próprio senado, José Sarney foi apenas à ponta da linha que está bem enrolada.

Sarney fez sua política junto com a ditadura e só deixou quando o barco começou a fazer água. A mídia não inventa, ela tem provas em papel do que vem a publico. Se há irregularidade a função da mídia é denunciar, é colocar a tona tudo o que está acontecendo, lógico fazendo uma triagem do que será mais polêmico. É possível acompanhar nos jornais as inúmeras charges do senador, atualmente a mídia esta voltada completamente para o caso.

Mas porque só agora esses super gastos vem à tona? Tudo isso é respondido de uma forma simples e clara, José Sarney ganhou a eleição para presidente do senado, e isso ativou uma guerra entre partidos. Como em toda guerra política, as informações só vazam quando algum partido se senti ameaçado ou traído.

As informações caíram no colo dos jornais, que não guardaram munição para fazer desse fato um “reality show”, muitos meios de comunicação cutucam a ferida com mais força e atiçam para que os olhares se voltem para aquele fato. Com isso, querem fazer uma varredura no senado brasileiro, agora que começou a puxar o fio, vamos ver o tamanho desse emaranhado de ilegalidades.

Há meio século a família do senador José Sarney vem comandando o estado do Maranhão e sabemos muito bem o índice de vida, a precariedade no sistema de saúde, a educação defasada entre outros problemas. Mas fica uma pergunta no ar, porque eles ainda conseguem ganhar as eleições mesmo com esses índices baixíssimos? Hoje não é possível comprar voto, e mesmo assim a família continua a frente do poder maranhense.

O Maranhão ainda vive no coronelismo, esse é um termo usado por muitos professores de ciências políticas. Como Getúlio Vargas fez para ser reeleito após sua pequena ditadura? Usando a mídia a seu favor, no caso da família Sarney eles mandam na mídia do estado, e quando os jornais não pertencem à família sofrem pressão para que não consigam ter grande circulação ou até mesmo para não conseguirem publicar tais matérias, isto é chamado de mídia monopolista. Deste modo, a população fica do lado da família Sarney.

Lógico quem está no poder sempre tem a mesma história de que é vítima da imprensa. Junto com os blogs vieram as revoluções dos meios de comunicação em massa (MCM), com isso os internautas têm acesso a grandes informações que influenciam na hora do voto, desse modo eles conseguem furar a barreira formada pelo dinheiro da família Sarney.

Será o fim do ciclo Sarney no estado do Maranhão?

"Repórter que não é investigativo, vira simplesmente mais um carimbador de notícias”.

Lá vou eu: Houve muitos comentários sobre esse assunto, mas tenho certeza que teremos uma justiça, pelo menos uma vez haverá justiça no caso Sarney, muitas pessoas ainda acreditam que o roubo a cofres públicos não é roubo, é apenas um pequeno desvio. Não vale nada e o que temos em mãos não são denuncias, são apenas papeis que fizemos em casa mesmo.

E as pessoas perguntam porque o Brasil não vai para frente!

Oito contra oitenta mil, oito contra 180 milhões

26/06/2009 16:51h
Perplexos e indignados os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil. Contrariando todas as expectativas da categoria e a opinião de grande parte da sociedade, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, nesta quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Outros sete ministros acompanharam o voto do relator. Perde a categoria dos jornalistas e perdem também os 180 milhões de brasileiros, que não podem prescindir da informação de qualidade para o exercício de sua cidadania.

A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país. A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira. Ao contrário do que querem fazer crer, a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem aos interesses da sociedade. A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas.

O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão. Desrespeitosamente, joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.

O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não ter conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social. Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), como entidade de representação máxima dos jornalistas brasileiros, esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão. Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.

Igualmente, a FENAJ esclarece que a profissão de jornalista está consolidada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. No caso brasileiro, a categoria mantém suas conquistas históricas, como os pisos salariais, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo. Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo vão seguir capacitando os futuros profissionais e, certamente, continuarão a ser a porta de entrada na profissão para a grande maioria dos jovens brasileiros que sonham em se tornar jornalistas.

A FENAJ assume o compromisso público de seguir lutando em defesa da regulamentação da profissão e da qualificação do jornalismo. Assegura a todos os jornalistas em atuação no Brasil que tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.

Neste momento crítico, a FENAJ conclama toda a categoria a mobilizar-se em torno dos Sindicatos. Somente a nossa organização coletiva, dentro das entidades sindicais, pode fazer frente a ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas. Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade, em especial os estudantes de jornalismo, que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista.

Somos 80 mil jornalistas brasileiros. Milhares de profissionais que, somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o jornalismo.

Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais este golpe!

Brasília, 18 de junho de 2009.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

Quem tem autoridade para EXCOMUNGAR?

23/06/2009 15:56h

Em certos países, a pena de morte foi adotada com a finalidade de proporcionar a equidade de justiça, mas, devido o homem não ser infalível, seus julgamentos ficam a mercê de erros muitas vezes irreversíveis. Já na Idade Média, mais precisamente até meados do ano de 1.500 (Século XV) a Igreja Romana perseguiu, torturou e matou judeus, mulheres, jovens e crianças, ora através dos tribunais de exceção da Santa Inquisição, ora através dos Templários, seu Exército Sagrado, matando quem discordasse de seus ensinamentos, de seus dogmas. Nem as autoridades que detinham o poder político e governamental escapavam da punição “divina”, e eram excomungadas porque não se podia jogá-las na fogueira inquisitória.

Nestes últimos dias, a palavra excomunhão, que se encontrava adormecida, voltou ao palco da grande mídia pela notícia da menina de 9 anos que foi estuprada e engravidada pelo padrasto. Os médicos que realizaram o aborto na criança detectaram clinicamente que ela não podia ter seus filhos gêmeos por correr sérios riscos de morte, e, para salvá-la, decidiram pelo ato abortivo. Contudo, a Igreja reagiu retaliando por excomungar a humilde mãe da menina, de baixa classe social, e ainda os médicos e paramédicos, fato este que levou a maioria da população brasileira e do mundo a protestar contra o padre/arcebispo que os excomungou.

Como vivemos na era da informação, as pessoas estão estarrecidas com o ressurgimento da tal EXCOMUNHÃO na Igreja Católica. Porém, não é de se admirar existir tal “castigo”, uma OUTRA, de novo tipo, aprimorada com o apelido de desassociação na Organização das Testemunhas de Jeová, e esta é muito mais cruel, para quem é desassociado. Como se dá esse processo? Através de comissão judicativa formada por integrantes de um “Corpo de Anciãos”, uma espécie de tribunal jurídico, mas de caráter religioso, que dá o veredicto para expulsar o errante. Bizarro é que aqueles anciãos são os que mais incentivam do púlpito a se praticar a lei do Cristo: “amar ao próximo como a si mesmo e a perdoar os seus inimigos”. (Lucas 10: 27) Vários anciãos que faziam parte deste tribunal, se dissociaram por considerá-lo inaceitável perante Deus. A desassociação foi motivo de lançado de Filme na Dinamarca, e irá concorrer ao Oscar de 2009.

Quando um irmão é desassociado ou pede dissociação, passa a ser evitado por toda a irmandade e visto como uma pessoa iníqua, e pasmem: todos os seus amigos que cultivou durante 10, 20, 30 ou mais anos, ficam terminantemente proibidos de dirigir-lhe a palavra. Os excessos não param por aí, pois chegam ao cúmulo de restringir as conversas ou qualquer tipo de comunicação, mesmo que seja entre entes queridos, familiares, incluindo pai, mãe e filhos. "Desde que me dissociei (há 22 anos), minha mãe nunca mais falou comigo por eu ser para ela uma mundana. ... Você acredita que na passagem do ano 2000 para 2001, pela primeira vez, a minha mãe me ligou para dizer que queria se despedir de mim porque ela sabia que o Armagedom ia acontecer naqueles dias e eu iria morrer, então ela queria me dizer adeus? Olha, você não pode imaginar como eu sofro com isso: ter minha mãe querida, mas não a ter. Costumo dizer que é uma dor maior do que se minha mãe querida tivesse falecido, afinal, não tenho mais minha mãe..." (M. P. Marques) Índicetj.

Todos sabemos que a maior das torturas que um ser humano pode sofrer não é a física, mas sim a psicológica. Veja, por exemplo, o que disse a psicóloga Scheylla Riedmiller da UFC – Universidade Federal do Ceará: “Eu imaginava que a excomunhão havia acabado junto com a inquisição, qual foi a minha surpresa ao ver que ela continua de forma piorada, em todos os seus aspectos. Para meu espanto numa religião que a admirava - a das Testemunhas de Jeová. A devastação emocional causada nestas pessoas pode levá-las a um estado de desespero mental, e acarretar danos psicológicos, imprevisíveis”. 

Quando o filho pródigo decidiu ir embora da casa de seu pai, para viver num país distante, solicitou a sua herança e a esbanjou nos entretenimentos permissivos do mundo. Ao surgir uma seca naquela região, ele começou a passar fome por não ter dinheiro para comprar alimentos, então caiu em si e retornou à casa de seu pai. Chegando às proximidades, ao avistá-lo, seu pai correu ao seu encontro e, amorosamente, lhe abraçou e beijou readmitindo instantaneamente o seu filho querido. Esta parábola se discerne em sentido espiritual. O pai representa Deus, e o filho, um desassociado. Uma pergunta: Você iria a uma casa se as pessoas não falassem com você, vez após vez? Pois saibam que é assim a recepção para um desassociado quando chega ao Salão do Reino das TESTEMUNHAS DE JEOVÁ. Ninguém olha pra ele e quando olha é com desprezo e desconfiança. Nem mesmo o cumprimentam. Para que ele venha a ser readmitido, terá que passar tempo ou anos assistindo as reuniões. Perguntaríamos: Se Cristo estivesse no Salão do Reino e presenciasse um cenário como este, será que permaneceria calado, ou chamaria a atenção dos anciãos? Que os leitores reflitam (a parábola do filho pródigo, em sua íntegra, está no livro de Lucas: 5: 11-32).

A Bíblia nos proporciona leis específicas para a disciplina, no entanto, é preciso ter cuidado para não abusar da autoridade quando o sentimento alheio está em jogo. A Igreja Católica, por se achar PORTADORA da infalibilidade papal, seus dirigentes se embruteceram e praticaram toda sorte de truculência contra pessoas indefesas, ficando na história como uma alerta para TODAS as religiões.

O presidente dos EUA, Barack Obama, está prestes a criar uma pasta em seu governo para lidar com as religiões organizadas, pelos sérios riscos de sectarismo e de intolerância. Discursando para uma platéia, veja o que ele falou: “A política depende de nossas habilidades de persuadir uns aos outros de objetivos comuns com base em sua realidade comum. Em algum nível fundamental, a religião não permite negociar, é a arte do impossível. Se Deus falou, então se espera que os seguidores vivam de acordo com os editos de Deus, a despeito das conseqüências”. A problemática de se propor algo na religião é porque cada uma acredita na sua interpretação particular do que lê na Bíblia, e muitas vezes textos mal aplicados têm levado a muitos equívocos e a julgamentos injustos.

Portanto, perante a discriminação reivindico a comissão de Direitos da Pessoa Humana da ONU, e outras instâncias menores a proporem um ordenamento jurídico para que seja devolvida a dignidade e o tratamento condigno as pessoas que foram desassociadas da organização das testemunhas de Jeová; não para cercear direitos religiosos, mas para amenizar a dor emocional que sentem, até porque não se tem notícias de tantos excessos serem praticados em outras religiões. Conclusivamente, eu diria que, se os governantes conseguirem demolir estas coisas entrincheiradas, seria um grande alívio para aqueles que sofrem com a desassociação, e, sobretudo, uma HONRA para O Eterno Deus e Excelso Criador que é o único que conhece o íntimo e as nossas motivações, e tem AUTORIDADE para legislar e julgar com justiça.

Sebastião Ramos, funcionário público federal, e-mail: sebastianramos7@gmail.com

Brasil já tomou lugar da Itália

22/06/2009 20:17h

Em primeira mão...

Na semana passada o Brasil confirmou o que todos esperávamos, tomou o lugar da Itália. Agora nosso país é o país da Pizza, o STF votou e confirmou com quase unanimidade que a profissão de jornalista não necessita de diploma.
Pelos nossos passos em breve ganharemos de mais um país europeu e viraremos o país do circo, porque a palhaçada está grande, marabalismo os políticos fazem sempre com a CGU, e lógico somos a platéia que apenas batemos palmas e abrimos o sorriso. É o fumo entrando e o brasileiro sorrindo...

João Roberto Marinho fala sobre o fim da obrigatoriedade de diploma para jornalistas

21/06/2009 19:58h

O vice-presidente das Organizações Globo e presidente do Conselho Editorial do grupo, João Roberto Marinho, divulgou nota, nesta quinta, sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a obrigatoriedade de diploma para o exercício do jornalismo.

Na mensagem, ele afirma que a decisão do Supremo é bem-vinda, porque atesta a legalidade de uma situação que órgãos de imprensa vivem há anos: a de ter, em suas equipes, especialistas em outras áreas, com talento reconhecido e sem diploma de jornalista, mas assegura que nada mudará para as Organizações Globo, quaisquer que sejam as interpretações sobre a decisão do Supremo.

João Roberto Marinho reconhece como fundamental o trabalho das escolas de Comunicação Social no Brasil e afirma que as Organizações Globo continuarão a buscar nelas seus profissionais de jornalismo. Ele observa que essas escolas são os melhores centros de difusão das técnicas e dos conhecimentos necessários para jornalistas exerçam bem suas atribuições e conclui:

"Essa crença nunca esteve em conflito com a nossa postura de buscar especialistas de outras áreas que possam enriquecer nossos jornais, revistas, programas jornalísticos em rádio e TV e sites da internet. A decisão do Supremo Tribunal Federal apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa”.

Fonte http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1199926-10406,00-JOAO+ROBERTO+MARINHO+FALA+SOBRE+O+FIM+DA+OBRIGATORIEDADE+DE+DIPLOMA+PARA+JO.html

TV Diário voltará para todo o Brasil em Setembro

18/06/2009 20:23h
O deputado Ely Aguiar (PSDC) informou na sessão plenária desta quarta-feira (20/05), que a TV Diário deverá voltar a ser transmitida para todo o Brasil, a partir de setembro deste ano. Segundo ele, o motivo da retirada da transmissão nas parabólicas de todo o Brasil do sinal da TV, desde o dia 25 de fevereiro de 2009, foi devido a “pressões da Rede Globo de Televisão que não admitia o crescimento notório da audiência da emissora cearense”, frisou.

O parlamentar destacou a relevância da imprensa para o desenvolvimento de uma cidade, lembrando que “a imprensa tem um papel importante de informar a sociedade acerca do que acontece”. Ely disse que a TV está preparando a sua volta, e que a organização da emissora já está instalando sucursais em vários municípios do Ceará, com o objetivo de “levar cada vez mais informações sobre o dia-a-dia do Estado aos cearenses que vivem fora daqui”, comemorou, pontuando que uma grande preocupação do Grupo Verdes Mares, responsável pela TV, é a de levar o sinal para todas as cidades do Interior.

O deputado Moésio Loiola (PSDB) salientou que a TV Diário conseguiu levar não só à população cearense, mas também aos cearenses que vivem no Sul e Sudeste do País, informações sobre o que ocorre no Estado. Moésio parabenizou o retorno da emissora. O deputado Neto Nunes (PMDB) disse que nas suas idas ao Interior recebeu várias reclamações a respeito do cancelamento da transmissão da TV Diário.

Já o deputado Vasques Landim (PSDB) também parabenizou a volta das transmissões da TV, ressaltando que muitos romeiros assistiam pela TV Diário a missa celebrada todo dia 20, em homenagem ao Padre Cícero, em Juazeiro do Norte.
LF/CG


Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
comunicacao@al.ce.gov.br

STF derruba exigência do diploma para o exercício do Jornalismo

17/06/2009 20:49h
Em julgamento realizado nesta quarta-feira (17/06), o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, o TST pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. A executiva da FENAJ se reúne nesta quinta-feira para avaliar o resultado e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo.

Representantes da FENAJ e dos Sindicatos dos Jornalistas do RS, PR, SP, MG, Município do RJ, CE e AM acompanharam a sessão em Brasília. O presidente da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação sobre a revisão das diretrizes curriculares, José Marques de Melo, também esteve presente. Do lado de fora do prédio - onde desta vez não foram colocadas grades - houve uma manifestação silenciosa. Em diversos estados realizaram-se atos públicos e vigílias.

Às 15h29 desta quarta-feira o presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União e tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Após a manifestação dos representantes do Sindicato patronal e da Procuradoria Geral da República contra o diploma, e dos representantes das entidades dos trabalhadores (FENAJ e SJSP) e da Advocacia Geral da União, houve um intervalo.

No reinício dos trabalhos em plenário, às 17h05, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Em determinado trecho, ele mencionou as atividades de culinária e corte e costura, para as quais não é exigido diploma. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma.

“O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, complementou, informando que a executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta-feira, às 13 horas, para traçar novas estratégias de luta.

Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. “Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”, proclamou.

Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.

Definido o roteiro do Rally Cerapió que passará pela Rota das Emoções

11/06/2009 17:12h
Prestes a completar 23 anos, o Rally Cerapió, como a competição é denominada quando acontece em anos pares, virá com tudo e para todos os gostos. Como acontece sempre no mês de janeiro, abrindo o calendário off-road do país, o Cerapió já tem data e acontecerá de 25 a 30, partindo de Fortaleza, capital do Ceará, com chegada em Parnaíba, no litoral piauiense, cidade porta de entrada para o único delta em mar aberto das Américas, um emaranhando de ilhas intocáveis e com uma rica biodiversidade única, que atrai turistas do mundo inteiro, atraídos pelas belezas do encontro do rio Parnaíba com o oceano Atlântico.A Radical Produções, organizadora do evento, pesquisou e ouviu opiniões de atletas e pilotos de vários estados, para, então, definir o roteiro, que está repleto de lugares exóticos e bonitos.O roteiro inclui cidades e paisagens inseridas na Rota das Emoções – um roteiro turístico integrado envolvendo as belezas naturais dos estados do Ceará , Piauí e do Maranhão, tendo como destaques Fortaleza, Jericoacora e Ubajara, no Ceará, Sete Cidades e Parnaíba, no Piauí, Tutóia, Lençóis Maranhenses e São Luís, no Maranhão.A   lém do turismo, parte fundamental para atrair os competidores, a competição vem novamente recheada de opções para quem faz parte dos esportes de aventura. Mais uma vez, carros 4x4, motos, quadriciclos, caminhões e bikes poderão participar nas modalidades regularidade e velocidade em quatro etapas.

A competição para os motorizados da Regularidade terá em média 710 Km. Para as bikes, 270 Km e para o VeloCerapió, o percurso terá cerca de 440  Km. O ponto de partida será em Fortaleza, nos dias 25 e 26 de janeiro, com vistorias, briefing e largada promocional. A largada oficial será no dia 27, do trecho Caucaia (litoral cearense) a Trairi. No dia 28, Trairi a Ubajara, para os inscritos na Regularidade, e de Trairi a Itapipoca, ainda no Ceará, para o Velo e para as Bikes. No dia 29, o roteiro será Ubajara a Camocim para a Regularidade; Tianguá a Granja, para o Velo; e Tianguá a Viçosa, para as Bikes. No dia 30, quarto e último da competição, os motores arrancam de Camocim (CE) a Parnaíba (PI) para a Regularidade; para o Velo, a etapa será Camocim (CE) a Luís Correia (PI) e para as Bikes será Parnaíba/Ilha Grande/Luís Correia, totalmente em solo piauiense. A premiação ocorrerá em Parnaíba, no Piauí.

As inscrições podem ser feitas na Radical Produções, por meio do site www.cerapio.com.br e as informações podem ser obtidas pelo telefone (86) 3231-9010.

Finais do Campeonato Cearense de Handebol

31/05/2009 13:58h

No último domingo dia (31) ocorreu na Escola Luzardo Viana no município de Caucaia (região metropolitana de Fortaleza), as finais do Campeonato Cearense de Handebol, realizado pela Liga Cearense de Handebol. Nesse dia houve 4 finais, duas pela categoria cadete (até 16 anos) e outras duas pela categoria juniores (até 21 anos).

O esporte quase não tem adeptos no estado do Ceará, mas já começou a se popularizar em todas as regiões do estado. O campeonato contou com a presença de vários municípios.

Veja as fotos no site: www.ligacearensedehandebol.blogspot.com

Lá vou eu: O Handebol vem crescendo muito no estado do Ceará, isso é incontestavel, mas não podemos fechar os olhos, o futebol, futsal e volei continuam sendo os favoritos. O Handebol vem logo em seguida, já chegando muitas vezes a substituir o volei em várias escolas.

Informo aos demais leitores que trabalho em cima de dados e pesquisas, como jornalista tenho que ter uma posição neutra diante dos fatos. A mesma matéria publicada aqui nessa coluna está disponível na Globo.com, lógico a mesma passou por uma seleção e edição de profissionais da Central Globo de Jornalismo.

Sou grato desde já pela compreensão de todos.

 

Kárison Mesquita - COLUNISTA (TV Canal 13)

Sexo cada vez mais cedo (2)

27/05/2009 15:23h

Hoje teremos o prazer de entrevistar o Mestre em Sociologia, pela Universidade Federal do Ceará, Profº Radamés de Mesquita Rogério.

Há algum tempo um caso chocou o país, um vídeo que caiu na rede de computadores mostrava crianças de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul (RS) fazendo sexo.

 

TV Canal 13: – O que se pode  pensar sobre sexo, sociologicamente falando?

 

 Ms Radamés: – O sexo deve ser pensado de forma mais geral, ele é parte de um processo entre as relações sociais passando pela afetividade, muitas vezes as pessoas esquecem um pouco disso.

Existem processos formadores das afetividades, essas afetividades que se manifestam na relação entre pai e filho, entre amigos e a afetividade de marido e mulher. O sexo é uma atividade, uma ação humana muito complexa, na medida em que é um dos fatores dos processos de afetividades, há também implicações em relação à reprodutividade, quer dizer, fatores biológicos, fatores afetivos, e fatores de ordem cultural, daí já têm a questão de comportamentos, costumes, o sexo também mexe na questão de ordem religiosa.

 

TV Canal 13: – O que a sociologia pensa sobre o tema “Sexo cada vez mais cedo”?

 

Ms Radamés: – Em relação ao fato do sexo está acontecendo cada vez mais cedo, vários são os fatores, nós podemos pensar no ponto de vista sociológico, o primeiro seria o processo dos costumes, a diminuição da infância, que entre os séculos XVIII e XIX, as crianças eram consideradas um adulto pequeno, que não tinham tamanho, nem muita força, mas já poderia trabalhar.

A partir de uma nova configuração da família, uma nova configuração do que é ser criança e de estudos que vieram mostrar a importância da infância, notou-se que é nessa fase da vida que os principais processos sócio–psicológicos são formados, essa coisa “O que é esse individuo vai ser no futuro?”, as normas, os princípios, todos eles são absorvidos na infância, então passou-se a ter um olhar maior para a infância, parece que quando pensamos na questão do sexo juvenil, esse sexo cada vez mais cedo, estamos voltando um pouco para uma diminuição da infância, quer dizer, um momento retrógrado de diminuição da infância.

A criança não deve está pensando em sexo, a criança não deve praticar sexo, ela deve ser criança, brincar, se desenvolver, estudar, se relacionar. O sexo é uma relação, que conforme disse no começo, traz vários processos ao seu redor, como a religiosidade, a cultura, esses costumes, a criança não está preparada para viver essa afetividade, esse nível de afetividade que traz a questão da intimidade, então esse sexo cada vez mais cedo, é problemático na medida em que traz uma nova forma de afetividade.

Falando especificamente do caso que aconteceu no interior do RS, se percebe a partir dos relatos dos vídeos, que não existia nenhuma relação de intimidade entre os indivíduos, ou seja, eles não sabiam o que estavam fazendo, enquanto sexo, como um pratica que lida com o toque, com a intimidade, com a afetividade, eles apenas reproduziram a ação que eles conheceram através de vídeos, através de fotos, em um processo de antecipação de uma ação que deveria vir com um pouco mais de maturidade.

 

TV Canal 13: – Sobre a parte de educação, tem como trabalhar isso em escola ou é melhor deixar os pais terem essa responsabilidade de informar?

 

Ms Radamés: – Deve ser trabalhado em ambas as partes, a sexualidade está no contexto geral da sociabilidade dos indivíduos, das relações, dos processos dos quais nós individualmente temos que ter um desenvolvimento da nossa afetividade; O que é gostar? O que é ter carinho? O que é receber o carinho? O que é amar? O que é ser amado? Quer dizer, é necessário que com o tempo, com a maturidade os indivíduos desenvolvam essas noções que vêm através de experiências, então é um papel tanto da escola, como um papel da família, ambos tem esse responsabilidade de formação dessa experiência afetividade, dessa experiência da emoção, de saber amar, de saber ser amado, de saber tocar e ser tocado, é um papel social da escola fazê-lo, o que infelizmente não tem acontecido.

Infelizmente as escolas não estão preparadas e não se preparam para isso, esse é o verdadeiro problema. A família também tem um papel primordial, mas temos que pensar o seguinte, existem muitos casais que tem filhos, mas que tem uma formação educacional fragilizada, de repente não sabem lhe dar com o assunto, não tem esse nível de desenvolvimento, de maturidade, então mais um vez a importância da escola, ora a escola não é um ambiente onde temos profissionais teoricamente capacitados, que estudaram e discutiram aquele assunto? Então se de repente há essa falha em casa mais uma vez a escola deveria suprir essa carência, mas temos que ter cuidado com os argumentos contrários, só a escola também não resolvi, se a escola te ensina a fazer aquilo e em casa pelo exemplo você é ensinado a fazer o contrario, a coisa não caminha muito bem. Então é um papel da escola enquanto essa grande instituição especializada educar melhor, socialmente falando, mas também é papel da família.

Podemos ter o seguinte exemplo, se o filho ver seu pai carinhoso com a mãe e sua mãe carinhosa com o pai, provavelmente vai passar para os filhos esse processo de afetividade, mas o grande problema é que os pais têm medo, e eu como pai, posso falar isso, ocorre o medo dos pais serem os responsáveis em despertar a curiosidade da criança em relação ao sexo, muitos pais pensam: “- Eu ser responsável, por tirar meu filho da ingenuidade, ele não tinha nem pensado nisso, e eu fui inventar de conversar sobre isso!”, quer dizer eu despertei esse interesse, mas quando temos esse medo, os pais agem da seguinte forma: “– Então não vou me envolver”, esse medo existe e realmente é fundamentado, mas invés de se retirar de cena, os pais devem pensar cada vez mais sobre esse assunto, e ver a melhor estratégia , para inserir isso na vida da criança, pois se o pai não fizer isso, ele está se retirando do seu papel primordial de formador de seu próprio filho.

 

TV Canal 13: – Voltando para o lado mais particular que ocorreu no interior do RS. Por que houve a exclusão social das crianças?

 

Ms Radamés: – Houve um processo no qual a sociedade tendeu a punir as infrações individuais, há um potencialização desse processo na medida em que essa infração diz respeito aos costumes e aspectos de ordem moral.

É incrível que se nós analisarmos a nossa cultura e os últimos acontecimentos, quando esses processos são de ordem financeira, o próprio processo de corrupção, a reação não é na mesma medida, da reação quando trata-se de infrações de ordem moral, então nesse caso houve uma infração de ordem moral, trata-se de uma situação na qual aquilo o costume que deveria ser seguido foi desrespeitada. As pessoas se sentiram ofendidas do ponto de vista das quebras dessa norma. Além disso, as pessoas temem a contaminação e essa é uma grande questão, acredito que os pais mais temiam é que de repente seus filhos se espelhassem naquela situação: “- Olha que legal, os garotos fazendo sexo, eu vou fazer também!”, então essa restrição em relação a pessoas que infringiram essa regra corresponde a essas duas questões. A primeira corresponde os fatos que as pessoas estão demonstrando que foi infringida uma regra e a segunda as pessoas temem o processo de contaminação “- Meu filho vai se espelhar nisso? Então tenho que demonstrar que eu discordo disso que isso é uma coisa inaceitável”, daí as pessoas perdem a noção das coisas e agem como agiram, de forma bastante exemplar apedrejando a casa da família da menina, fazendo ameaças, colocando papeis por baixo da porta.

TV Canal 13: Sobre a menina, a mesma saiu da cidade, mas os meninos não, você acha que houve influência sociológica pelo fato do lado feminino ser mais frágil?

 

Ms Radamés: – Existe um processo de papeis sócias, uma conformação de papeis, pois é papel social do homem seduzir, e é papel social da mulher aceitar ou não essa sedução. No fim das contas é tido como uma idéia, um principio de nossos costumes, de uma sociedade marcada pelo machismo de que o ato sexual ocorre por um processo no qual o homem (o sedutor) convenceu a mulher (a seduzida) a fazer o sexo. O resultado disso é que o sexo de certa medida só irá acontecer se a mulher permitir, inclusive há um processo de inversão na idéia de que “- Ah, o sexo só acontece se nos mulheres quisermos”, elas acham que isso é um processo satisfatório, mas não é, é apenas ratificação do machismo, pois o princípio é o mesmo, quer dizer: “- O homem seduz mas só vai acontecer se eu quiser”, isso é totalmente machista e de certa medida a questão da menina ter sido expulsa, passa por isso. Ora ela é a mulher, caberia a mesma ter evitado isso, embora ela estivesse em menor número, então isso passa pela questão do papel social da mulher, ela como mulher dará a resposta, ela decidi se vai ou não ter relação sexual, e isso não vem apenas para menina, mas também para família: “- Puxa vida, minha filha fez isso?”, o processo de envergonhamento, os pais se sentiram envergonhados, não suportaram realmente está no mesmo ambiente em que as pessoas ficariam olhando, agiram em conformidade do processo machista, mas também no processo da proteção da intimidade familiar, logo em proteção da menina, que certamente iria sofre uma série infinita de restrições por parte das outras pessoas, a família procurou primeiro fugir do processo de envergonhamento e segundo de se proteger dos falatórios.

 

 Por Kárison Mesquita


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