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Homem é solto uma semana depois de preso
Na última quarta feira (24), no resgate cansativo e intenso do operário soterrado em um buraco de obra na zona Norte de Teresina, percebi a garra e heroísmo do nosso Corpo de Bombeiros.
No entanto, ao mesmo tempo que contemplava aquela garra pelo resgate de uma vida que até mesmo por eles já estava condenada devido a profundida do buraco, percebi também a falta de estrutura nos equipamentos daqueles bravos homens.
Acredito que o nobre Governador do Piauí, Wellington Dias deveria olhar mais para essa corporação no que diz respeito aos mecanismos de tecnolgia que existem para agilizar e ajudar nos trabalhos de resgate, como aquele e outros que ainda estão por vir.
Eles forão valentes e esforçados, mas quem sabe se o operário Antônio Santos de 38 anos , pai de família e cidadão piauiense não poderia neste momento ter sido um troféu de operação bem sucedida para o Corpo de Bombeiros do Piauí, se a organização tivesse os aparatos necessários? Essa deve ser uma pergunta que daqui para frente não deve ficar sem resposta.
Dani Sá
Na noite de ontem (21), uma grande tragédia aconteceu no evento Cidade Junina que o canal de TV filiado a Globo no Piauí organiza.
A tragédia não foi maior porque no local exisitia vários carros da polícia que ajudaram a socorrer os feridos.
É de costume da emissora TV Clube realizar eventos com o máximo de perfeição, mas tragédias existem e não escolhem hora e nem lugar, pois esse tipo de evento geralmente é terceirizado e as vezes não sai como o dono do evento planeja.
Na arquibancada que era para uma determinada quantidade de pessoas foi colocada mais do que ela suportava. A arquibancada desabou causou tumulto, desespero e deixou mais de 20 pessoas feridas
Quem trabalha com eventos sempre tem que está preparado para este tipo de acontecimento. Quem diria!
Por Muniz Sodré-Observatório da Imprensa
Em fevereiro de 2007, a Newspaper Association of America anunciou, durante sua convenção anual em Las Vegas, o lançamento de uma campanha nacional para incutir no público leitor a idéia de que o jornal do futuro será uma "multiplataforma de informação", o que implica, na prática, a junção empresarial e cultural do papel com a web. Daí, slogans do tipo "a internet é a melhor coisa que poderia acontecer aos jornais".
Mas será essa também a melhor coisa que poderia acontecer aos jornalistas?
Esta questão tem alguma pertinência para o atual debate sobre a exigência de diploma universitário.
Em princípio, é preciso debater a hipótese de que essa nova face da informação pública possa pôr em crise a própria identidade do jornalismo clássico como mediação discursiva e como funcionalidade específica de um grupo profissional. Disto, um claro sintoma é a questão levantada por um arauto da chamada cibercultura: "Seria ainda necessário, para se manter atualizado, recorrer a esses especialistas da redução ao menor denominador comum que são os jornalistas clássicos?"
Cidadania e humanismo
A resposta, de certo modo, começa a ser dada pelos grandes conglomerados do jornalismo impresso, por meio da progressiva conversão empresarial do papel à eletrônica. Nada impede que o jornalismo troque de suporte preferencial, uma vez que os conteúdos informativos, na medida da independência de sua forma técnica, podem passar de um suporte para outro sem alterar substancialmente a sua natureza. A despeito do potencial midiático da internet, a digitalização em si mesma não é um medium, e sim um processo técnico (informático).
Veja-se o livro: mesmo digitalizado, continua a ser "livro", isto é, a organizar seqüencialmente os conteúdos de acordo com a milenar forma códice (codex), embora ainda sejam grandes as dificuldades de leitura de textos extensos na tela do computador. Daí, as hibridizações formais, já praticadas por alguns jornais, entre a escrita tradicional e a escrita para a tela do computador, oferecendo ao público a opção de leitura de jornal entre resumos e textos maiores.
Ainda o livro: também não se pode passar por cima da evidência de que, em nossa modernidade, a forma códice (escrita unidirecional, páginas organizadas em cadernos e costuradas), depois chamada livro, impôs-se aos usos e aos espíritos como locus do conhecimento centrado, da leitura que constitui pastoralmente a cidadania, da produção do sentido e do real medidos pela escala do humanismo.
Nem produto, nem serviço
O mesmo se dá com o jornal. Pode trocar de suporte técnico, pode mesmo existir na complementação dos suportes (papel e eletrônica), mas continua impelido, como forma moderna e democrática da comunicação, pela ideologia humanista que garante a cidadania. Eventuais descaminhos não podem elidir a evidência de que a imprensa brasileira, por exemplo, jamais deixou, em seus 200 anos de existência, de estar presente, como parte essencial, nas causas que ajudaram a dar à nação a sua face atual – a abolição da escravatura (de cuja campanha participou a maioria dos jornais provinciais) e a criação da República. O jornalismo, no Brasil e no resto do mundo, reflete as questões públicas decisivas para os rumos da nação.
Como conceber hoje o funcionamento dessa instituição "quase-pública", geradora da informação necessária ao cidadão para o pleno funcionamento da democracia, sem uma formação universitária, especializada, de jornalistas? Informação não é mero produto, nem serviço: é o próprio solo da sociedade em que vivemos, é o campo onde joga o cidadão. Se a garantia dessa formação adequada se espelha hoje no diploma, viva o diploma.
O STF decidiu na noite desta quarta-feira (17) pela derrubada da exigência do diploma de jornalista em plenário, por oito votos a um.
Gostaria de deixar expressivo que permitir que esta lei entre em vigor é desvalorizar o empenho dos que lutaram para ser um diferencial na comunicação, é ainda jogar fora todos os trabalhos daqueles que construíram a história vivendo quatro anos de sonho e suor dentro de uma instituição pública ou privada para serem o que são hoje.
E sabe caros colegas de profissão e simpatizantes ser contra essa lei mesmo com ela em vigor é manter vivo o espírito do jornalismo verdadeiro que resta no nosso Brasil.
E antes que eu me esqueça, você levaria seu filho a um médico sem diploma? Você iria a um dentista sem diploma? Você aceita ser julgado por um juiz sem diploma?
Jornalista Danielle Sá com diploma e com orgulho!
Brasília, 16/06/2009 – O deputado Júlio César (DEM/PI) participa nesta quarta-feira (17/6) do debate sobre “O desenvolvimento do Nordeste como Projeto Nacional”, no auditório da TV Câmara, nesta quarta-feira (17) às 14:30hs. Além dele, participam do programa O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que apresentará o projeto da Casa Civil aos parlamentares. O debate será gravado pela TV Câmara.
O projeto para o Nordeste, iniciado em janeiro deste ano, foi elaborado a partir de experiências bem sucedidas de outros órgãos que já atuam na região e das observações feitas pelo Ministro.
Segundo Mangabeira Unger o projeto é organizado com base em quatro diretrizes para dar meios e oportunidades ao empreendedorismo emergente, tanto na política industrial como na política agrícola; capacitar os nordestinos; providenciar um choque de ciência e de tecnologia no nordeste; dar meios e oportunidades à inventividade tecnológica popular; unificar o nordeste fisicamente; repensar e reorientar o papel dos grandes projetos indústrias na estratégia de desenvolvimento.
Na avaliação do deputado Júlio César (DEM/PI) o nordeste precisa de mais atenção do Governo Federal por ser uma das regiões mais pobres e carentes do país.
Ele disse ainda que várias pesquisas apontam o crescimento da região, mas o PIB per capto dos últimos 10 anos continua o mesmo. “O nordeste tem quer ser tratado com privilégios ”.
O prefeito de Teresina, Silvio Mendes está preocupado porque a prefeitura pode perder mais 63 milhões. Silvio Mendes disse que nunca passou por um momento de tanta turbulência devido a diminuição no Fundo de participação do município FPM.
A coisa tá feia né prefeito?!
Ontem uma postagem feita no Blog Rio Acima, de Marcelo Migliaccio, no JBOnline, me chamou muito a atenção.
O blogueiro trazia à tona um dos célebres casos de Espiral do Silêncio, corrente 'contrária' à Teoria do Agendamento, Agenda Setting, dentro do Jornalismo.
A postagem mostrava que toda a mídia brasileira havia deixado de lado, 'esquecido' a tragédia ocorrida na cidade de Cocal, no norte do Piauí, quando a barragem Algodões I rompeu, matando sete pessoas e deixando várias famílias desabrigadas, para noticiar uma outra tragédia, o desaparecimento do Avião da Air France, com 228 pessoas na região do Arquipélago de Fernando de Noronha.
Veja abaixo a postagem completa e veja se o blogueiro tem razão ou não. Eu, concordo em gênero, número e grau.
(Daniel Silva)
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As coisas são engraçadas aqui no Brasil. Há mais de 70 horas só se fala no acidente com o avião da Air France, sem dúvida uma desgraça.
Mas, na semana passada (dia 27 de maio), a ruptura de uma barragem provocou uma tragédia no estado do Piauí. Alguém se lembra?
Ok, foram 12 mortos oficialmente, contra 228 no Airbus que mergulhou no Atlãntico, tudo bem.
Quase nada entretanto se viu de comoção, apesar dos relatos, um tanto escondidos pela nossa mídia, do horror que foi o tsunami piauiense. Levantamentos preliminares indicam 650 famílias atingidas e mais de 500 casas destruídas em Cocal e 150 em Buriti dos Lopes. Quatorze comunidades ficaram isoladas. Dez sumiram do mapa. Em algumas áreas, os alimentos, medicamentos e roupas só chegam por helicóptero.
Moradores relatam cenas de um filme de terror, com os 50 milhões de metros cúbicos de água destruindo quase tudo num raio de 80 quilômetros.
A enxurrada deixou Corsino dos Santos "no meio da água" com a mulher e a filha:
"Ora afundava, ora vinha à tona, até que Deus mandou uma árvore que aguentou um pouco mais", relatou o sobrevivente a uma rede de TV...
Corsino dos Santos, porém, não era um case de sucesso, não dirigia multinacional, nem passava férias na "cidade luz"...
As informações nos primeiros dias eram de 100 desaparecidos no Piauí. Foram achados? Não se sabe, só se fala das poltronas do Airbus boiando no Atlântico e do apoio que a companhia francesa está dando às famílias das vítimas (nada contra, claro).
E o mutirão das Forças Armadas para encontrar os restos do avião? Houve coisa parecida no Piauí? O ministro Nelson Jobim e o vice-presidente José Alencar estiveram nas cidades atingidas, a 280 quilômetros de Teresina? Não. Muito longe, talvez...
O ser humano é muito singular. Sua comoção tem endereço certo.
(Marcelo Migliaccio, JBOnline)