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Luciêne Sampaio
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Um aparelho formado por dois toca-MP3 pode substituir de uma maneira criativa as alianças e também pingentes de coração usados por casais namorados. O eletrônico, ainda um projeto, permite que os usuários armazenem exatamente as mesmas músicas nas duas peças. Quando separadas, elas tocam as mesmas canções, criando assim uma espécie de pacto de fidelidade musical.
“O tocador precisa ser dividido ao meio, para começar a funcionar. Os usuários devem então transferir os arquivos para cada aparelho usando uma mesma lista on-line, que só funciona quando os dois MP3 estão conectados simultaneamente ao programa”, explicou a designer Liberty Fearns, responsável pela criação do projeto Twinned MP3, segundo o site “Yanko”.
O objetivo é fazer com que os tocadores tenham sempre as mesmas músicas armazenadas. “Os usuários vão construindo a trilha sonora de seu relacionamento”, continuou. Ainda não há previsão de comercialização e preço do tocador.
Fonte G1
Atentos às informações pessoais disponíveis na internet, criminosos passaram a usar esses dados para ameaçar internautas. Ao conseguir obter informações sobre rotina, família e amigos, os golpistas podem constranger e também aterrorizar seu alvo. As informações usadas como ferramenta para esse tipo de golpe podem ser obtidas em redes sociais, em outros tipos de sites ou até mesmo após a invasão do computador da vítima.
Uma delegacia em Curitiba é especializada em crimes cometidos pela internet. As investigações são lentas e difíceis, porque do outro lado da rede existe alguém que sabe como se esconder e despistar. “Você não tem como saber se ele pretende simplesmente aterrorizar, causar constrangimento ou se ele quer agredir, quer se aproximar e tentar uma violência ou até matar a vítima”, afirma o delegado Demétrius Oliveira.
Vítima desse golpe, um homem que usa a internet como ferramenta de trabalho diz que nunca freqüentou páginas de relacionamento ou salas de bate-papo. Mesmo assim, passou a receber mensagens de alguém que parecia conhecer cada passo que ele dava. "Comecei a receber alguns e-mails, dizendo: 'Ó, esteve em São Paulo, como foi lá?'", lembra. Logo vieram as ameaças. “O problema é que começou a envolver família, com ameaças de que algo aconteceria ao meu filho no dia seguinte”, conta.
Em uma mensagem enviada a um grupo de empresários, uma quadrilha prometeu seqüestrar um deles. Dizia estar perseguindo o grupo e conhecer a rotina de cada um. Depois os criminosos exigiram dinheiro para não cumprir as ameaças.
Em outro caso, o computador de uma mulher foi invadido. Informações pessoais se tornaram uma arma contra ela e as amigas. “Ameaça de morte, de estupro, de violência, diziam que iam me violentar, ameaça de assalto”, diz. “Temos uma grande suspeita, mas não temos como provar. Espero que provem, que eles paguem pelo que estão fazendo e espero ter minha vida de volta”, continua.
O delegado dá dicas para que os internautas não sejam vítimas desse tipo de golpes. “O ideal é que evidentemente se evite passar muitas informações pessoais, fornecendo endereços e aspectos íntimos e de familiares que possam subsidiar um criminoso na coleta de informações.”
Os primeiros testes mostram que o silício negro é 100 a 500 vezes mais sensível à luz do que uma bolacha de silício tradicional. Para criar o silício especial, o físico Eric Mazur, de Harvard, emitiu um feixe superpoderoso de laser sobre uma bolacha de silício.
A potência do laser por alguns instantes iguala toda a energia produzida pelo Sol sobre toda a superfície da Terra em determinado momento. Para dar um saborzinho ao experimento, ele também aplicou hexafluoreto de enxofre, um gás usado pela indústria de semicondutores para fazer marcações no silício para os circuitos. É sério, não tinha o menor motivo pra fazer isso, ele só fez por diversão e para obter mais recursos para um antigo projeto.
"Fiquei cansado dos metais e estava achando que a fonte de recursos do Exército secaria", disse ele. "Eu inseri o novo direcionamento do projeto em uma proposta de pesquisa sem pensar muito sobre o assunto - só escrevi, nem sei o porquê", confessou.
O novo experimento tornou o silício todo escuro ao olho nu. No entanto, sob um microscópio eletrônico, o reflexo escuro revelou que na verdade são milhares ou mesmo milhões de minúsculas pontas. Como dissemos acima, estas pontas tinha um efeito surpreendente na sensibilidade à luz da bolacha.
Mazur disse que o material também absorve mais ou menos metade da luz visível que o silício tradicional e é capaz de detectar luz infravermelha, que é invisível aos atuais detectores de silício.
E não há nenhuma mudança no processo de manufatura, disse Mazur, portanto as fábricas atuais de semicondutores podem criar silício negro sem muito esforço adicional ou - o que é mais importante - investimento de dinheiro.
O tempo de navegação na internet usado para atividades pessoais durante o trabalho diminuiu entre usuários brasileiros em 2008, segundo pesquisa da Websense divulgada nesta quarta (8).
O estudo indica que cada funcionário passa, em média, 51 minutos por dia visitando sites não relacionados ao trabalho, em comparação com os 71 minutos da pesquisa anterior, divulgada em 2007.
A média também caiu na América Latina. O tempo gasto por cada funcionário hoje, segundo a Websense, é de 60,3 minutos por dia, contra os 87 minutos em 2007.
Para Fernando Fontão, engenheiro sênior de sistemas da Websense para a América Latina, a redução no tempo de navegação "pessoal" pode ter sido causada por diversos fatores, incluindo a transparência entre patrão e funcionário. “As empresas podem ter percebido que barrar todos os acessos não é a melhor solução. A navegação pessoal, porém segura, através de política de cotas de tempo, satisfaz os funcionários e os torna mais produtivos", explica.
Entre os sites mais acessados estão serviços bancários e portais governamentais, com 74% da preferência. Em segundo lugar aparecem sites de notícias e, em terceiro, serviços de e-mail pessoal.
O estudo da Websense foi realizado a partir de entrevistas com companhias de Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e da América Central. Foram realizadas 100 entrevistas em cada país, com divisão entre funcionários e gerentes.
Sem um regulamento definido sobre campanhas na internet e diante de punições por propaganda eleitoral no Orkut em diversos estados, prevalecem no site de relacionamentos as comunidades que, em vez de apoiar, são críticas a candidatos à Prefeitura de São Paulo.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) não tem regra definida sobre campanha no Orkut, mas, em dois acórdãos, decidiu que é proibido pedir votos e mencionar número do candidato ou do partido no site de relacionamentos.
No entanto, não há definição a respeito da manifestação de apoio ao político de preferência do internauta ou de crítica a algum do qual não goste, segundo o desembargador Walter de Almeida Guilherme, vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-SP.
Em entrevista por e-mail ao G1, o desembargador afirmou que os casos teriam de ser analisados individualmente. "Não há previsão legal específica. Depende de caso concreto", respondeu.
Comunidades
Em uma pesquisa no Orkut com os nomes dos concorrentes em São Paulo, as maiores comunidades - com mais de 3 mil integrantes - que aparecem são contrárias aos candidatos.
São comunidades criadas a partir de 2004, mas com fóruns atuais, que comentam as pesquisas, debates e entrevistas concedidas pelos candidatos.
A comunidade "Odeio a Marta Suplicy", com mais de 5 mil integrantes, foi criada em 12 de maio de 2004, mas tem tópicos recentes sobre a atuação da ex-prefeita.
Dono da comunidade, o estudante Fernando Nahate Jardim, de 20 anos, diz que recebeu diversos pedidos de adesão nos últimos meses em razão da proximidade da eleição. Ele afirmou não ser filiado a nenhum partido e disse que queria discutir o trabalho de Marta Suplicy na prefeitura e no Ministério do Turismo.
"Eu não odeio a pessoa Marta, mas o trabalho que ela fez em São Paulo e o que fez no ministério. (...) Dificilmente as pessoas abrem tópico para elogiar, é mais para discutir alguma coisa", disse. Segundo Jardim, ele aceita comentários de pessoas que defendem a petista e veta frases ofensivas à candidata.
As comunidades "Eu odeio Geraldo Alckmin", com mais de 3 mil integrantes, e "São Paulo odeia Paulo Maluf", com mais de 10 mil membros, embora criadas em 2004, também contam com fóruns atuais relacionados ao pleito de outubro.
As comunidades que se referem aos demais candidatos à Prefeitura de São Paulo tinham, até a semana passada, menos de mil integrantes.
Campanhas
O deputado federal Edson Aparecido (PSDB), que coordena a campanha de Alckmin, disse que não há comunidades favoráveis aos candidatos por conta da restrição da legislação eleitoral.
"Nós tínhamos um perfil de 360 mil pessoas que a Justiça determinou que retirasse. (...) Isso é um atraso porque o Orkut é uma maneira moderna, contemporânea, de fazer campanha."
Para ele, há uma grande probabilidade de os adversários comandarem as comunidades contrárias ao candidato tucano.
Mário Moisés, um dos coordenadores da campanha de Marta Suplicy, disse ver com naturalidade as comunidades contrárias: "É uma questão de expressão".
"Muitas vezes o Orkut pode ser usado por adversários políticos para fazer o que se chama de anticampanha. Mas nossa campanha está na rua, nas casas, na televisão e não usando desses instrumentos [anticampanha]", afirmou Moisés.
Regras
Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autoriza campanha eleitoral apenas na página própria do candidato ou de seu partido, mas não deixa claro se é permitido ou proibido utilizar ferramentas como blogs e sites de relacionamento.
Levantamento do G1 nos 26 estados indica que, em pelo menos sete, a Justiça Eleitoral estabeleceu regras próprias ao julgar casos envolvendo o uso da internet por candidatos: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará e Santa Catarina.
Um jovem indiano foi preso por criar um perfil no Orkut se passando pelo líder político e religioso Mahatma Gandhi, assassinado em 1948.
De acordo com o jornal 'Express India', o jovem, morador de Uttar Pradesh, teria postado mensagens ofensivas em uma comunidade sobre o líder do movimento de independência da Índia.
Outros 18 suspeitos foram detidos em operação comandada pelo departamento de investigação contra crimes cibernéticos. Segundo reportagem do jornal indiano, a polícia ainda está à procura de outros suspeitos.
A polícia indiana recebeu as primeiras denúncias sobre uma onda de ataques à imagem do principal defensor da chamada desobediência civil na rede social do Google. Ao lado do Brasil, a Índia é um dos países de maior presença no Orkut.
Neste final de semana, um anúncio de página inteira da Oi em alguns jornais de São Paulo cita o que a operadora considera como "duas derrotas" da Claro na questão do desbloqueio.
Em uma das decisões, a Claro teve indeferido um pedido para que a Oi deixasse de desbloquear celulares das rivais em São Paulo. A decisão da 23a Vara Cível de São Paulo, proferida em 3 de setembro pelo juiz Gustavo Santini Teodoro, afirma que "os riscos que a autora (Claro) vê à sua imagem perante os consumidores podem ser facilmente superados...a respeito dos direitos e obrigações do plano no qual conste cláusula de fidelização".Já uma ação civil pública em Sergipe de 29 de agosto conseguiu uma tutela antecipada para que a Claro suspenda cláusulas de contratos em que exige a fidelização do cliente de pré-pago e proceda o desbloqueio de todos os celulares dos seus consumidores na região sem a incidência de qualquer multa.
A decisão é do juiz José dos Anjos, da 19a Vara Cível de Aracaju (SE).Uma das justificativas citadas pelo juiz é que "a Claro, em desacordo com a norma, concede o benefício (desconto) no mesmo instrumento do Termo de Adesão para Plano de Serviços. O que é pior, o prazo do benefício, preço e forma de pagamento estão redigidos em letras inelegíveis, o que é vedado também pelo artigo 46 do Código do Consumidor".
Procurada, a Claro preferiu não se manifestar sobre o anúncio da Oi e as decisões judiciais.Em meados de agosto, uma decisão da Justiça favorável à Claro fez com que a Oi decidisse implantar quiosques de desbloqueio de celulares de clientes das rivais em locais públicos da capital paulista, como as estações de metrô.
Na época, a Claro obteve liminar junto à 23a Vara Cível do Fórum da Comarca de São Paulo em ação contra a ADN Tecnologia de Sistemas, de Salvador (BA). O juiz entendeu que a operadora pode exigir multa se o cliente romper um contrato de fidelização.A Oi, cuja estréia no mercado paulista foi anunciada para outubro, foi a primeira a decidir pelo desbloqueio gratuito de celulares e pela venda de modelos sem bloqueio, em 2007, para que o cliente possa comprar o chip e utilizá-lo em qualquer telefone móvel GSM. Desde 2005, a estratégia da Oi é vender somente o chip.
O regulamento de telefonia móvel que entrou em vigor em fevereiro estendeu para todo o mercado a possibilidade do desbloqueio gratuito. Uma operadora, entretanto, pode conceder um desconto no celular que vende e exigir, em contrapartida, que o cliente fique com o modelo bloqueado junto à sua rede por um determinado período, segundo a Anatel.A Claro preferiu responder à estratégia da Oi com um anúncio em que afirmava que a portabilidade numérica, em vigor desde 1o de setembro, é que seria o real direito de escolha do consumidor, uma vez que o usuário pode reter o número do telefone quando muda de operadora.
Mas neste final de semana a Oi utilizou as decisões judiciais para dizer que "falar de portabilidade e ficar entrando na Justiça contra o desbloqueio não é só contraditório. É contrário à sua liberdade", segundo o anúncio.