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Luciêne Sampaio
Opinião TV Canal 13
Coluna do JH
Tecnologia & Web
Já reparou como as pastas de música e fotos do computador só crescem e ocupam cada vez mais espaço? O bom da revolução digital é justamente essa sensação (ilusão?) de poder fotografar tudo o que surge pela frente e guardar todas as músicas do mundo. Parece não haver limites. Mas há. É o tamanho do seu disco rígido (HD).
Uma solução para o "problema" está começando a ficar popular no Brasil, com a queda (ainda tímida) dos preços de HDs externos. São discos que ficam fora do computador e têm alta capacidade de armazenamento, chegando a alcançar até 2 terabytes (o equivalente a 2 mil gigabytes). Só que a imensidão de espaço traz outros problemas, como a necessidade de organização.
Usar um HD externo "gigante" requer uma mudança de hábitos digitais. Para uma família, o disco rígido passa a ser a central de dados da casa, que se conecta a - e alivia - todos os computadores e dispositivos, como câmeras e celulares. E guarda as informações de backup de todas as máquinas.
O ideal é que esse HD externo central não seja transportado para lá e para cá. Em primeiro lugar porque pode sofrer danos se cair ou levar uma batida forte. Em segundo porque, se for perdido, adeus backup.
Portátil
Quem precisa transportar arquivos pesados deve optar por um HD externo portátil, que serve como um "pen-drive gigante", com capacidade de até 320 gigabytes (GB). Enquanto os HDs são discos de metal "encapados" por uma fita magnética (que grava os dados), os pen-drives usam a chamada memória flash, um chip regravável (que ocupa bem menos espaço).
O professor de língua portuguesa Saulo Ferreira, 25 anos, tem um HD externo portátil para levar filmes, documentários e músicas para a sala de aula na Escola Estadual Professor Antonio Francisco Redondo (zona norte de SP). Um detalhe: se o disco cair no chão há risco de tudo se perder. "Levo o HD na embalagem do notebook, dentro de uma mala de couro", diz o professor.
Não me toque
Utilizar ou carregar discos rígidos é algo bem mais delicado do que levar pen-drives ou cartões de memória, usados principalmente em câmeras digitais e celulares.
Alguns cuidados devem ser levados em conta, tanto no caso dos portáteis quanto nos "de mesa", os gigantões de até 2 TB. A principal preocupação é nunca tocar ou mover o HD externo enquanto ele estiver em uso. Há um disco rodando em alta velocidade e qualquer saída de eixo pode causar danos.
Também não se recomenda deixar o HD ao lado de televisores de tubo ou eletrodomésticos motorizados, como liquidificadores. A interferência eletromagnética pode danificar o disco e os arquivos. Molhar e expor ao calor, obviamente, é proibido.
Por causa desses "não me toques", o técnico em informática Diego Cardoso, de 20 anos, não deixa ninguém usar seu HD. "Aqui o uso é exclusivo." Ele leva para todo lugar backups de clientes e seus principais softwares num modelo de 80 GB. Diz preferir discos rígidos a pen-drives pelo custo-benefício. "Se fizer a conta por gigabyte, a diferença pode ser de dez vezes."
As empresas fabricantes de discos rígidos apostam exatamente nessa conta. Hoje, com cerca de R$ 600 é possível ter um HD de 500 GB. Ainda é caro, em comparação com preços no exterior, mas a tendência é de os preços caírem. "Depois das câmeras digitais e dos DVDs, apostamos que 2009 será o ano dos HDs externos", disse ao Link o diretor de vendas da Western Digital, Ron Pack. Será mesmo? É o tamanho das pastas que dirá.

O iPod e o iPhone poderiam funcionar no futuro com energia solar sem depender de cabos e energias não renováveis, graças a uma patente registrada pela Apple, e divulgada hoje pela imprensa dos Estados Unidos.
Diversos meios de comunicação afirmam hoje que a Apple registrou uma patente para integrar células fotovoltaicas em aparelhos eletrônicos portáteis com telas de LCD.
O texto do registro explica que "as células solares instaladas no aparelho forneceriam a energia elétrica necessária para recarregar as baterias".
Concretamente, as células estariam localizadas sob as telas de LCD destes aparelhos, o que transforma o telefone celular iPhone, cuja superfície está ocupada quase totalmente por uma tela tátil, em um bom candidato para a aplicação desta nova tecnologia.
A Apple não realizou até o momento declarações sobre esta nova patente.
A integração de células fotovoltaicas solucionaria de uma forma ecológica os problemas de alto consumo de aparelhos eletrônicos portáteis como os telefones celulares.
A companhia, no entanto, não é a primeira a experimentar esta tecnologia.
No ano passado, o grupo americano Motorola desenvolveu uma tela para telefones celulares que permite a passagem de 75% da luz solar, o que possibilitaria a instalação de células fotovoltaicas debaixo dela.
Por sua parte, a operadora de telefonia celular Vodafone anunciou em abril planos para fabricar carregadores de celular que funcionariam com energia solar, dentro de seu projeto para reduzir em 50% suas emissões de CO2 até 2020.

Graças ao Carrefour, ninguém mais precisa ir até a Santa Ifigênia para comprar um Eee PC, da Asus, por menos de mil reais.
A rede anunciou em jornais de grande circulação nesse final de semana o Eee PC por 999 reais, com pagamento parcelado em até 12 vezes. O Carrefour é a primeira grande rede de varejo a colocar o preço do minilapto a menos de mil reais. Na Americanas e no Shoptime, o Eee PC é vendido por 1 299 e 1 199 reais, respectivamente.
Com esse preço, o minilaptop da Asus se iguala ao custo do seu principal rival no Brasil, o Mobo, da Positivo, que deve chegar às lojas no dia 23 de maio também a 999 reais.
A Positivo Informática apresentou nesta terça-feira (7) um notebook ultraportátil popular, que chega ao mercado em 23 de maio por R$ 999. Com o computador, que pesa 1,1 kg e tem tela LCD de 7 polegadas, a empresa espera popularizar o uso desse tipo de PC.
O ultraportátil, chamado Positivo Mobo, tem processador de 1 GHz, 512 MBytes de memória RAM e capacidade de processamento em memória Flash de 2 GBytes, que pode ser aumentada com o uso de acessórios como pen drive, leitor óptico externo USB e HD externo USB.
A máquina tem leitor de cartões, webcam e vem com o sistema operacional Windows XP Home instalado. A bateria tem autonomia de quatro horas.
A Positivo deve lançar também uma versão infantil do aparelho (Mobo Kids), para uso escolar, com basicamente as configurações, porém com visual específico para essa faixa etária o teclado vai ter resistência especial a líquidos.
Segundo pesquisas da Positivo, membros da classes A e B têm na atualidade o objetivo de comprar um segundo computador para a casa, optando por um laptop.
Esse é o segmento de mercado que a empresa espera alcançar com o Mobo. Para a Positivo, a classe C prefere desktops, que podem ser compartilhados pela família.


Depois de trazer ao mundo a world wide web, em 1989, o centro físico CERN agora pretende lançar uma nova Internet, 10 mil vezes mais rápida. A novidade, que já está sendo chamada de the grid (a grade) pode estar disponível aos consumidores dentro de um ou dois anos.
O CERN, que tem sede em Genebra, não usou a Internet tradicional no desenvolvimento dessa nova rede, pois a enorme quantidade de dados carregados e transmitidos poderia gerar um colapso na web.
A nova Internet, por outro lado, usa principalmente fibras óticas, e sua velocidade não será diminuída por componentes desatualizados. Segundo o site DailyTech, esta nova rede já conta com 55 mil servidores, número que deve chegar a 200 mil em dois anos.
Ainda não se sabe se a grid será usada também domesticamente, nem se empresas optarão por construir suas próprias redes, similares a esta.
Segundo o DailyTech, algumas empresas e provedores de telecomunicações já estão começando a implementar um dos recursos mais poderosos da grid, conhecido como troca dinâmica. Mas, por enquanto, o uso da nova rede ficará restrito a estudantes e pesquisadores, como astrônomos e biólogos.