Vila Nova Piauí
São Francisco de Assis
São Julião- PI
Campo Maior
Fortaleza-Ceará
São Francisco do Piauí
José de Freitas
Bom Princípio
Alegrete do Piauí
Alto Longá
Luís Correia
Oeiras
O primeiro seminário de caprinos e ovinos de São Francisco de Assis do Piauí foi aberto hoje terça-feira 24 de novembro de 2009. o evento organizado pela FFA Fraternidade São Francisco de Assis e com o apoio do SEBRAE,EMBRAPA semi-árido,prefeituras,câmara de vereadores e sindicato de trabalhadores rurais, na abertura do seminário fizeram uso da palavra o padre Geraldo, tecnos do SEBRAE e da Embrapa semi-árido,representantes da ADAP e do Emater,o presidente do Sindicato de trabalhadores rurais e o Prefeito Heitor de São Francisco de Assis, durante os dois dias os criadores de caprinos e ovinos de São Francisco de Assis, Bela Vista do Piauí e Nova Santa Rita vão adquirir novos conhecimentos alem de participar das práticas de campo.
Iniciada as obras para concluir o abastecimento de água na cidade de São Francisco de Assis do Piauí. hoje o sistema de abastecimento pela Agespisa ainda não atende todas as famílias que mora na zona urbana. A Agespisa esta trabalhando em mais 7 kilomentros de adutora e mais de 5, mil metros de rede de água esta sendo implantado em ruas da cidade, a companhia tem previsão de chegar aos 30 mil litros água por hora para atender todos os moradores, 06 poços e uma adutora de 22 kilomentros serão usados para garantir o abastecimento.
Será realizado nos dias 24 e 25 de novembro na cidade de São Francisco de Assis do Piauí o 1º seminário de caprinos, o evento e organizado pela Fraternidade São Francisco de Assis e tem parcerias do SEBRAE, EMBRAPA ,Prefeitura municipal , Câmara de Vereadores,Sindicato de Trabalhadores Rurais e Associações de moradores
O presidente do sindicato dos trabalhadores Rurais de São Francisco de Assis do Piauí Milton Onofre em seu programa de Rádio na Rádio comunitária Serra FM fez denúncias contra pessoas que anda no município fazendo empréstimos com os aposentados, segundo Milton Onofre há uma sedução muito grande dessas pessoas para com os aposentados tentado elas a fazer os empréstimos. O Sindicato de trabalhadores rurais está sempre informando os aposentados e tentando inibir a essas ocorrências que só traz prejuízos afirmou o mesmo. Ressaltando ainda que Varias outras pessoas já foram lesadas com esses empréstimos.
A estrada 465/462 que liga Campo Alegre do Fidalgo a cidade de São Francisco de Assis do Piauí um trecho de 32,9 kilomentros esta em andamento. A empresa executora da obra e a CM Construtora de Petrolina no Pernambuco. Os recursos são do BNDES, segundo informações extras oficias até o início do mês de dezembro deste ano a estrada será concluída. Com isso o acesso a outras cidades da região ficara mais facil.
A Paróquia e a Fraternidade do município de São Francisco de Assis, situada ao sul do Piauí, enviaram uma carta aberta ao Governador do Estado Wellingotn Dias (PT), denunciando a situação de calamidade com a seca em que vivem os habitantes.
Segundo a carta, na cidade, falta água para as pessoas beberem e realizarem suas atividades básicas do cotidiano. Os animais também sofrem com a falta de água na cidade.
Na carta, a solicitação é que o Governo tome providências e olhe para a cidade, que segundo descrição da carta, está abandonada.
Veja a carta na íntegra
Caro irmão Governador:
A comunidade de São Francisco de Assis do Piauí está festejando o seu padroeiro São Francisco de Assis. Os seguidores deste querido Santo espontaneamente o chamavam de Pai. Os velhos Senhores feudais também se deixaram chamar de Pai pelos seus súditos. Mas na democracia moderna não tem pais eleitos por maiorias e depostos também por maiorias. O Senhor, talvez, permita ser chamado por nós de irmão, pelo menos pela sua origem no sertão sofredor piauiense que o Senhor já deixou, mas que nós ainda temos como nossa terra-mãe que amamos e que não queremos deixar. Tenha um pouco de paciência conosco para ouvir os clamores dos filhos desta terra.
São Francisco era chamado “Pai dos pobres”. Não foi porque combatesse a pobreza com as esmolas da sua rica família. O mérito de São Francisco é de outra natureza: ele descobriu o valor e a dignidade do pobre por ser filho de Deus e irmão de Jesus. Quando abraçou e beijou o leproso, ele tinha a clara certeza de abraçar o filho de Deus feito homem. Aqui está a importância do testemunho de São Francisco: ele devolve ao pobre a sua dignidade.
Nas nossas novenas tivemos dois temas inspirados neste papel do nosso Pai São Francisco: Nós convidamos a comunidade “para construir relações sociais mais humanas e mais justas” e para “o mutirão em defesa da vida e da cidadania de todos”. A nossa devoção a São Francisco não se limita a pedir favores a um santo milagroso. Mais do que isso, nós aprendemos com o nosso padroeiro uma atitude transformadora. Deixamo-nos chocar por ele para chegar ao conflito pacífico que transforma o nosso coração e a nossa realidade. Nós admiramos o pobre de Assis que jogou dinheiro pela janela – não de fora para dentro da casa como seu pai rico, mais de dentro para fora para servir aos pobres.
Nós celebramos o nosso festejo na plena consciência da nossa pobreza e da nossa dignidade ferida. Grande parte da nossa população vive, mais uma vez, a calamidade da água. O inverno passado deixou um terço do município sem água nas cisternas e nos açudes. Choveu menos da metade da média histórica. A força dos pequenos criadores com seus animais, agora no mês de outubro, já se esgotou. Tem deles que levantam às três horas da madrugada e dormem depois de 10 horas da noite, só envolvidos nos caminhos de água. Os animais só conseguem puxar a carroça pelas ladeiras e bancos de areia com a ajuda de duas ou três pessoas empurrando. Quando quebrou a barragem dos Algodões, as lideranças da capital diziam: “Nós pensávamos que não ia mais chover”. No nosso caso certamente dizem: “Nós pensamos que tivesse chovido”. A mídia dos nossos tempos transmite notícias dentro de poucos minutos. Não acreditamos que a nossa situação tivesse ficado despercebida, nem tampouco acreditamos que os filhos da terra, que mais vivem na capital do que no seu município, tenham escondido esta realidade.
O que sabemos, no entanto, que existe uma proposta do Governo do Estado que diz: “Vamos acabar com as pipas d’água” no sentido de substituir estes transportes de água por um sistema de distribuição das águas da Pedra Redonda por adutoras até os pontos principais do município. Em março de 2008, portanto 18 meses atrás, a direção do IDEPI nos telefonou, comunicando essa ordem de acabar com as pipas e nos convidando a participar dos planejamentos iniciais. Diziam que tinham 23 milhões de reais em caixa a serem gastos com pressa. Até agora só teve duas coisas: nada de pipa nem nada de adutora.
Na posse dos novos prefeitos em janeiro próximo passado, o diretor da Defesa Civil anunciou nesta cidade que logo começaria este mesmo serviço, pois licitação já foi feita e o dinheiro estava em caixa. Depois destes nove meses a mesma coisa: nem pipa nem adutora.
Desta maneira vários assuntos são tratados neste município: o abastecimento de água da cidade, incompleto e insuficiente, de vez em quando é anunciado nos jornais de Teresina com dinheiro disponível e prazos marcados. Há anos estamos esperando. Uma série de casas populares foi levantada, inclusive já inaugurada, mas ainda sem rede de água e luz. Diversas ligações clandestinas de energia foram feitas a partir de um poste da paróquia que passa perto. Um “Telecentro Comunitário” foi devidamente inaugurado sem nunca ter funcionado. A instalação do telefone celular há muitos meses anunciada, nunca aconteceu. Alguns dias atrás, a CLARO telefonou para a paróquia perguntando por qual estrada se viaja para São Francisco. Eles não tinham achado a nossa cidade no mapa. Não vamos falar do caos da energia elétrica que já causou tanto prejuízo para os nossos pobres.
Casa sem água e luz não cai, computador parado não explode, mas gente e bicho com sede morrem. O festejo de um santo, que, como o “Pai dos pobres”, anuncia a dignidade desses pobres, não pode ignorar a situação calamitosa de um povo sem água. Na decoração da nossa matriz em festa essa situação é lembrada por muitas fotografias da vida das nossas comunidades sem água.
Mas também recomeçamos, desde o mês de agosto, a distribuição de água. Instalamos cerca de 16 pontos de distribuição nas áreas mais críticas do município. São grandes caixas de água e cisternas comunitárias onde as famílias circunvizinhas se abastecem. A água é da represa da Pedra Redonda, foi analisada e liberada para o consumo humano. Essa água viaja com três tratores das nossas associações com reboques-pipa. Em alguns pontos o consumo é tanto que tem que ser abastecidos quatro vezes por semana.
As três pipas nos foram doadas por uma benfeitora, já falecida, na seca de 2007. Esta bondosa senhora do interior de São Paulo, que tinha uma paixão pelos pobres irmãos nordestinos, gastou as suas economias com os nossos pobres dizendo sempre que o caixão dela não teria gavetas, e que tinha pressa por causa da sua idade. A Dona Elhinis, como era o nome dela, com certeza agora se encontra no céu, na companhia do nosso Pai São Francisco.
Com outras esmolas custeamos a manutenção deste sistema de abastecimento emergencial. Gastaremos até o último centavo para socorrer os nossos pobres, em nome do nosso padroeiro, o pobre Pai dos pobres. Por isso, a nossa festa de São Francisco nos deixa tão felizes e alegres. Não nos importamos com a ordem de acabar com as pipas. Mas damos os “Viva” a Dona Elhinis e suas pipas, e, com São Francisco, louvamos a Deus pela “irmã água, mui útil e humilde, preciosa e casta”.
A carta não é um abaixo-assinado. Ela é assinada pelo bispo que visitou a cidade, pelo pároco e por representantes das comunidades.
No município de São Francisco de Assis do Piauí região do semi árido Brasileiro a 499 kilomentros da capital Teresina famílias vivem o drama da seca. A falta de água para os animais e até mesmo potável para o consumo humano fica cada vez mais difícil , até o presente momento nenhuma ajuda de Governos, com isso a FFA Fraternidade São Francisco de Assis atende as famílias distribuindo água, foram criados 16 pontos com reservatórios comunitários com capacidade de 10.00 mil litros em varias comunidades da zona rural do município para acumular água , usando 03 tratores equipados com tanque pipa e feito o transporte até os mesmos. na localidade volta do riacho para abastecer os reservatórios tratores viajam mais de 20 Kilomentros, e para chegar até a casa de alguns moradores distante da comunidade ainda é preciso percorrer até 03 kilomentros de distância, utilizando tambores em carroças eles fazem o trajeto final desse liquido tão precioso.


