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Boa notícia para quem não gosta de aparecer de cara fechada em foto. A Sony apresentou nesta segunda-feira (23) uma filmadora digital que aciona sua função de máquina fotográfica quando quem está sendo gravado dá um sorriso.
Quando o modelo ri a Handycam HDR-CX12 entende que se trata de um momento de maior descontração e tira automaticamente a foto, sem parar a gravação nem exigir que o usuário se preocupe em fazer qualquer tipo de ajuste.
A empresa japonesa não revelou o preço da novidade, que chega às lojas na Ásia em julho.


Alison DeLauzon achou que as fotos e vídeos de seu bebê haviam se perdido para sempre quando sua câmera digital foi furtada, durante férias na Flórida. Mas então algo engraçado aconteceu: no estilo do filme “E.T.”, o equipamento “ligou” para casa e devolveu todo o conteúdo a sua dona.
Equipada com um cartão de memória especial, que se conecta à internet, a câmera enviou automaticamente todas as fotos das férias para o computador de Alison. Além disso, também fez no computador dela o upload das imagens dos dois homens que haviam levado o equipamento.
“Eu abri o gerenciador do cartão Eye-Fi no computador e lá estavam os rapazes que haviam levado a câmera. Um deles tirou até uma foto de seu cúmplice segurando minha outra câmera”, contou a vítima, que mora em Nova York. Ela ganhou de presente o cartão Wi-Fi com capacidade de 2 GB, que nos EUA custa cerca de US$ 100.
O acessório faz a transferência automática de fotos para um computador doméstico ou para um serviço on-line assim que o usuário se conecta a uma rede familiar. Para sorte de Alison, os homens passaram por uma rede compatível com a da vítima e, por isso, as imagens foram transferidas: primeiro as do bebê, depois as dos homens.
A dona da câmera, que não recuperou o equipamento, não quis denunciar os responsáveis pelo furto à polícia. Ambos trabalhavam no restaurante onde ela esqueceu uma bolsa com equipamento fotográfico, depois de jantar. Eles foram despedidos, mas a vítima afirma que “fazer justiça não seria tão importante quanto ter de volta as lembranças de seu filho”.
“Quando conseguimos esse conteúdo de volta, eu e meu marido passamos a noite assistindo aos vídeos. Vídeos bobos, como o do meu filho comendo sozinho pela primeira vez ou ficando em pé no berço.”
Diga ‘X’
Recentemente, a câmera de um notebook permitiu que a polícia encontrasse os responsáveis por um furto em White Plains (Nova York, EUA). Kait Duplaga, dona de um Macbook, havia instalado na máquina um programa chamado Back to My Mac, que permite acesso remoto ao computador. Assim, diz o “New York Times”, ela conseguiu ativar a webcam para ver as imagens daqueles que usavam a máquina, “fotografando” os suspeitos.
Num primeiro momento, a vítima viu apenas um quarto cheio de fumaça e uma cadeira vazia, mas um homem se sentou em frente ao computador. Kait deu então o comando para o programa tirar fotos. A polícia então prendeu Edmon Shahikian, 23, e Ian Frias, 20. Os dois responderão na Justiça por seus atos, mas agora estão em liberdade. Shahikian pagou US$ 7,5 mil de fiança e Frias, US$ 3,5 mil.

O blog Gizmodo apresentou em primeira mão, nesta quarta-feira (28), um notebook ultraportátil da Dell desenvolvido para concorrer com outras máquinas dessa categoria, como o Mobo, da Positivo, o Eee PC, da Asus, o XO, da OLPC, o Classmate PC, da Intel, e o 2133 Mini, da HP.
“Encontrei com Michael Dell depois de sua entrevista no evento ‘All Things D’ e ele me mostrou o laptop que estava carregando e que ninguém havia visto antes”, escreveu Brian Lam, editor-chefe do blog de tecnologia. Depois da divulgação, a Dell publicou algumas fotos da máquina.
O executivo e a empresa não divulgaram detalhes da configuração desse novo computador nem seu preço. Mas sabe-se que, assim como os concorrentes, seu foco está nos países em desenvolvimento.

Nada como chegar na garagem de manhã, olhar para o carro e ver que aquele amassadinho na lataria, feito no dia anterior, não está mais lá. Sozinho, o carro "reparou" a batida. Tecnologia como esta pode ainda demorar um pouco para atingir a escala de produção, mas não é mais uma idéia distante da realidade. Tudo graças ao uso da nanotecnologia em materiais para a indústria automobilística.
A nanotecnologia trabalha com estruturas extremamente pequenas, do tamanho de moléculas, o que aumenta a capacidade de manipulação dos materiais. Por isso, os estudos estão voltados na melhoria dos componentes e abrangem diversos materiais como metais, tintas, plásticos e vidros — até nos pneus a nanotecnologia é aplicada para o aumento do tempo de retenção da pressão.
Plásticos mais resistentes
No caso do desenvolvimento de veículos, a aplicação dos nanocompostos vive a chamada “primeira onda”, que está concentrada nos plásticos. De acordo com o diretor regional de São Paulo da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), Flávio Campos, os carros com projetos de menos de um ano e meio já têm esses materiais.
“O que temos implantado tanto no Brasil quanto fora são materiais plásticos com mais resistência ao calor, mais robustos e, em alguns casos, com ganhos de produção, por causa da redução de custos”, explica Campos.
As aplicações em plástico são diversas: painéis, carroceria, forraçãoe outros acabamentos. Mas o grande ganho tem sido no compartimento do motor, devido à resistência às altas temperaturas. “A indústria vem substituindo partes metálicas por plástico. No Brasil, ainda não temos essa característica devido a processos internos, mas é uma tendência”, afirma o diretor da SAE.
De acordo com o gerente de desenvolvimento de produtos e mercado da Nova Petroquímica, Cláudio Marcondes, a utilização de nanopartículas de cerâmica é uma das inovações que têm ajudado a melhorar as características dos plásticos.
Pintura à prova de riscos
A onda seguinte aos plásticos é a da pintura, que já está em processo avançado de desenvolvimento. Campos explica que, nesta área, há duas linhas de pesquisa. A primeira trabalha com a resistência a riscos. “Você pode passar um prego na lataria e a pintura não risca”, observa. A outra, é a propriedade de reconstituição, ou seja, o risco na pintura some com o tempo.
“Esta tecnologia está sendo lançada fora do Brasil e é muito cara. Precisaria de uma escala adequada para compensar o custo. Não dá para uma pessoa pagar, por exemplo, R$ 20 mil a mais em um carro só por causa dessa característica”, pondera.
Sobre a nanotecnologia nas tintas, o coordenador de tecnologias entre os vários centros de pesquisa e desenvolvimento da DuPont no mundo com foco no mercado sul-americano de tintas automotivas, José Valdir Guindalini, afirma que ainda não existe um verniz que resista a todos os “ataques”, mas a resistência ao risco já é um grande avanço.
A manipulação das propriedades dos metais já caracteriza uma outra onda de inovações, ainda no início de desenvolvimento. “Existe uma pesquisa na Alemanha que estuda o desenvolvimento de um efeito borracha na chapa de metal, ela amassaria e, depois, voltaria ao estado inicial. Mas é uma pesquisa muito de fronteira ainda”, ressalta Flávio Campos.
Banco bactericida e vidro que escurece
O trabalho com a nanotecnologia abre extenso leque na indústria automobilística. Um exemplo é o uso de nanopartículas de prata em dutos e caixa de ar-condicionado, carpetes e tecidos, com foco no benefício proporcionado pela característica bactericida do material.
Aliás, as propriedades da prata já são exploradas pela indústria têxtil. “A nanoprata mata 90% de fungos, algas e bactérias. A aplicação em fibras de bancos, por exemplo, traria benefícios até a ônibus e metrô”, aponta Cláudio Marcondes.
Em relação aos vidros, as pesquisas vão desde a mudança das propriedades do material até a sua substituição por policarbonato (material sintético). A mais recente inovação, aplicada, por enquanto, apenas em Ferraris, é o vidro eletrocrômico. O diretor-geral da Saint-Gobain Sekurit para Brasil e Argentina, Manuel Corrêa, explica que a tecnologia utiliza uma passagem de corrente elétrica pelo vidro, para que a cor do vidro se adapte de acordo com a necessidade de luminosidade do condutor.
Desafio é conseguir escala de produção
Quem compra um Ferrari, provavelmente terá dinheiro para bancar tecnologias como essas. Entretanto, quase ninguém pode comprar uma Ferrari. Por esse motivo, o maior desafio da indústria automobilística é tornar comerciável tal tecnologia — e isso só é possível com a economia de escala.
É o que já acontece com os plásticos, por isso representa a primeira onda de avanço. Flávio Campos, da SAE, explica que na área de plásticos, os benefícios proporcionados com a tecnologia têm sido maior que o custo de desenvolvimento.
Campos ressalta o alto investimento em pesquisa o caminho para tornar comerciável mudanças em todas as áreas de materiais. E o argumento para isso abrange, inclusive, questões ambientais, já que a nanotecnologia pode facilitar a reciclagem dos componentes e ajudar na redução do peso total do veículo, o que diminui os níveis de emissão de gases poluentes.
"O Brasil precisa de mais investimentos nessa área de nanotecnologia, que é muito importante na busca pelo carro barato e mais competitivo mundialmente", ressalta Campos.
Já reparou como as pastas de música e fotos do computador só crescem e ocupam cada vez mais espaço? O bom da revolução digital é justamente essa sensação (ilusão?) de poder fotografar tudo o que surge pela frente e guardar todas as músicas do mundo. Parece não haver limites. Mas há. É o tamanho do seu disco rígido (HD).
Uma solução para o "problema" está começando a ficar popular no Brasil, com a queda (ainda tímida) dos preços de HDs externos. São discos que ficam fora do computador e têm alta capacidade de armazenamento, chegando a alcançar até 2 terabytes (o equivalente a 2 mil gigabytes). Só que a imensidão de espaço traz outros problemas, como a necessidade de organização.
Usar um HD externo "gigante" requer uma mudança de hábitos digitais. Para uma família, o disco rígido passa a ser a central de dados da casa, que se conecta a - e alivia - todos os computadores e dispositivos, como câmeras e celulares. E guarda as informações de backup de todas as máquinas.
O ideal é que esse HD externo central não seja transportado para lá e para cá. Em primeiro lugar porque pode sofrer danos se cair ou levar uma batida forte. Em segundo porque, se for perdido, adeus backup.
Portátil
Quem precisa transportar arquivos pesados deve optar por um HD externo portátil, que serve como um "pen-drive gigante", com capacidade de até 320 gigabytes (GB). Enquanto os HDs são discos de metal "encapados" por uma fita magnética (que grava os dados), os pen-drives usam a chamada memória flash, um chip regravável (que ocupa bem menos espaço).
O professor de língua portuguesa Saulo Ferreira, 25 anos, tem um HD externo portátil para levar filmes, documentários e músicas para a sala de aula na Escola Estadual Professor Antonio Francisco Redondo (zona norte de SP). Um detalhe: se o disco cair no chão há risco de tudo se perder. "Levo o HD na embalagem do notebook, dentro de uma mala de couro", diz o professor.
Não me toque
Utilizar ou carregar discos rígidos é algo bem mais delicado do que levar pen-drives ou cartões de memória, usados principalmente em câmeras digitais e celulares.
Alguns cuidados devem ser levados em conta, tanto no caso dos portáteis quanto nos "de mesa", os gigantões de até 2 TB. A principal preocupação é nunca tocar ou mover o HD externo enquanto ele estiver em uso. Há um disco rodando em alta velocidade e qualquer saída de eixo pode causar danos.
Também não se recomenda deixar o HD ao lado de televisores de tubo ou eletrodomésticos motorizados, como liquidificadores. A interferência eletromagnética pode danificar o disco e os arquivos. Molhar e expor ao calor, obviamente, é proibido.
Por causa desses "não me toques", o técnico em informática Diego Cardoso, de 20 anos, não deixa ninguém usar seu HD. "Aqui o uso é exclusivo." Ele leva para todo lugar backups de clientes e seus principais softwares num modelo de 80 GB. Diz preferir discos rígidos a pen-drives pelo custo-benefício. "Se fizer a conta por gigabyte, a diferença pode ser de dez vezes."
As empresas fabricantes de discos rígidos apostam exatamente nessa conta. Hoje, com cerca de R$ 600 é possível ter um HD de 500 GB. Ainda é caro, em comparação com preços no exterior, mas a tendência é de os preços caírem. "Depois das câmeras digitais e dos DVDs, apostamos que 2009 será o ano dos HDs externos", disse ao Link o diretor de vendas da Western Digital, Ron Pack. Será mesmo? É o tamanho das pastas que dirá.
