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Luciêne Sampaio
Coluna do JH
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Duas garotas muito bonitas, mas com um jeitão meio suspeito, conversam alto enquanto viajam no ônibus. Uma delas se queixa:
- Menina, a situação está preta. Nem sei mas o que fazer para arrumar grana!
- Ah, arruma um amante que lhe dê uns cinco mil reais por mês, oras!
- Ih, e pensa que é fácil? Já procurei, mas não encontrei nenhum!
- Então arruma dois que dêem dois mil e quinhentos cada um!
- Também já tentei, mas não tá fácil arranjar alguém que possa dar uma mesada dessa!
Nisso um sujeito que está só sacando a conversa, não perde a chance:
- Ei, psiu... Avisa quando chegar a cinqüenta reis, que eu estou disposto a fazer o sacrifício...
Um homem estava em coma há algum tempo. A mulher estava a cabeceira dele dia e noite. Um dia, o homem acorda. Faz sinal a mulher para se aproximar e sussurra-lhe:
- Durante todos estes anos estiveste ao meu lado. Quando perdi aquele grande emprego, estavas comigo. Quando montei aquela empresa que consumiu minha poupança e faliu em seis meses, estavas lá a apoiar-me. Quando perdemos a casa, no incêndio, com o seguro vencido há dois dias, ficaste perto de mim. E quando fiquei com todos estes problemas de saúde, que me perseguem há anos, acompanhaste-me sempre. Sabes que mais?
Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:
- Diz amor!
- Some da minha vida! Você me dá um azar danado!
O circo chegou na cidade. O dono pega o gorilão, sua grande estrela, e sai com o bicho amarrado fazendo o trabalho de divulgação. Visita redações de jornais, dá entrevista, distribui folhetos... No final do dia, cansado, ele resolve dar uma esticadinha até a melhor zona da cidade, com o gorila e tudo.
Após tomar uns chopps resolve seguir com uma garota para o quarto, mas primeiro certificou-se de que o gorila estava bem amarrado no pé da mesa, pra não ter nenhum problema.
Nisso, acaba a luz. Blecaute total e na escuridão a zona, que já não tem esse nome por acaso, vira a maior confusão.
De manhã, duas garotas da casa conversam, reclamando dos homens:
- Você nem imagina o cara que eu fiquei ontem. Velho, gordo, e grosso. Nem a bota ele tirou.
- Grosso?? Grosso era o meu!! Feio, peludo, fedorento e ainda veio arrastando uma mesa.
O rapazinho procurou uma cigana para saber sobre o futuro. A mulher segurou a maozinha dele e comecou a ler. De vez em quando, dava uma cuspidela na palma pra limpar uma letrinha ou outra.
- Meu filho! - disse ela num portunhol de meter inveja na Xuxa.
- Quando voce crescer, vai escrever coisas que todo o mundo vai ler, coisas estas, que as pessoas vao reagir num nível verdadeiramente passional, que vai fazê-las, chorar, sentir raiva e muitas outras emoções fortes!
O rapaz foi embora, satisfeito, esperando o dia em que se tornaria um grande e consagrado escritor.
Passados muitos anos, aquele jovem cresceu, trabalha na Microsoft e escreve as mensagens de erro do Windows.
Um sujeito está carregando dois bebês, um em cada braço, esperando o ônibus. Uma mulher vê e pergunta:
- Que gracinha! Como eles se chamam?
O sujeito olha com uma cara zangada para a mulher e responde:
- Eu não sei.
- Quantos meses eles têm?
- Eu não sei! - responde o homem, zangado.
- Mas que tipo de pai é você?
O sujeito responde:
- Eu não sou o pai. Sou apenas um vendedor de camisinhas e estou levando estas duas reclamações para meu supervisor.
O caminhoneiro para num restaurante de beira de estrada : "A Galinha Caipira".
Consulta o menu. Só dava galinha, de tudo que era jeito. Chama o garçom:
- Quero galinha caipira ensopada, mas antes, quero ver a galinha.
O garçom vai até o balaio, pega uma galinha e traz até a mesa. O motorista enfia o dedo no bumbum da galinha, esfrega um dedo no outro, cheira, e diz:
- Negativo. Esta não é galinha caipira. Esta é da granja Três Irmãs.
O garçom traz outra galinha. O motorista faz a mesma coisa, cheira os dedos e diz :
- Negativo. Esta não é galinha caipira. É do sítio Estrela Azul, em Bragança Paulista.
O garçom traz outra galinha. O motorista repete procedimento, cheira os dedos e diz :
- Essa, sim, é galinha caipira ! Pode fazer.
Ao lado, um bêbado que estava ali há três dias enchendo a cara, se levanta, vai até a mesa do motorista e baixa as calças.
- Meu amigo - diz o bêbado - Eu esqueci onde moro... Dá para ver meu endereço?
O bêbado, completamente chapado, chega em casa todo animado e diz para a sua mulher:
- Mulher, vem que hoje eu tô fervendo!
E a mulher responde:
- Amor, cê num guenta nada, nesse estado!
E o bêbado, contemplando o infinito, responde:
- Prá você ver como a vida é dura. Eu num guento, mas quero. Pior é você que guenta, mas não quer.
Certo cliente, aborrecido porque seu processo estava há anos emperrado, pergunta a seu advogado:
-Doutor, se eu mandar um porco de presente pro juiz ele defere meu processo?
-Você é louco! Este juiz é muito severo. Se mandar um porco ele vai inverter o processo para o outro lado!
Passados poucos dias, o advogado liga para seu impaciente cliente:
-Parabéns! O juiz deferiu o processo a seu favor!
-Eu não disse , doutor que o porco resolvia?!
- O que? VOCÊ MANDOU UM PORCO PRO JUIZ?
- Sim, Mas foi em nome da outra parte.
O casal leva o filho de quatro anos ao cinema. Mal começa a sessão o menino começa aprontar o maior berreiro:
- Minha bolinha! Buáááá! Perdi a minha bolinha!
Constrangido o pai se agacha e começa a procurar entre as poltronas próximas, atrapalhando a concentração do resto da platéia. E minutos, todos em volta acabam se esquecendo do filme e virando os olhos pro chão, loucos para a tal bolinha ser achada logo e acabar a gritaria. Enquanto isso o menino tá lá:
- Buááááá! Eu quero a minha bolinha!
Tanto grita que, da sala de projeção, o projetista percebe a bagunça e resolve parar o filme e acender as luzes do cinema pra ajudar o pessoal.
Logo a platéia inteirinha está de quatro, e nada de bolinha. No limite do estresse, o pai do garoto finalmente explode:
- Chega, filho! Sua bolinha sumiu e pronto! Agora não enche o saco!
O menino enxuga as lágrimas, enfia o dedo indicador no nariz e começa a cutucar:
- Tá bom, papai... Eu faço outra!
A dona de uma casa de mulheres resolveu fazer um cadastramento das garotas que estavam precisando de dinheiro e que gostariam de trabalhar lá.
Não demorou muito tempo e fila já estava formada na frente do boteco.
Uma velhinha que estava passando por ali ficou curiosa e foi logo perguntando:
- Oh minha filha, esta fila é para quê?
E a moça, com vergonha de dizer tal indecência para a coroa, respondeu:
- É para catar laranja no pé, tia.
E a velhinha resolveu entrar na fila.
Esperou um pouco, até que chegou a vez dela.
A cafetina espantada com a disposição da noventona, indagou:
- A senhora, nesta idade, ainda trepa?
- Trepar eu não trepo, mas, chupo que é uma beleza.