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Luciêne Sampaio
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Neste final de semana, um anúncio de página inteira da Oi em alguns jornais de São Paulo cita o que a operadora considera como "duas derrotas" da Claro na questão do desbloqueio.
Em uma das decisões, a Claro teve indeferido um pedido para que a Oi deixasse de desbloquear celulares das rivais em São Paulo. A decisão da 23a Vara Cível de São Paulo, proferida em 3 de setembro pelo juiz Gustavo Santini Teodoro, afirma que "os riscos que a autora (Claro) vê à sua imagem perante os consumidores podem ser facilmente superados...a respeito dos direitos e obrigações do plano no qual conste cláusula de fidelização".Já uma ação civil pública em Sergipe de 29 de agosto conseguiu uma tutela antecipada para que a Claro suspenda cláusulas de contratos em que exige a fidelização do cliente de pré-pago e proceda o desbloqueio de todos os celulares dos seus consumidores na região sem a incidência de qualquer multa.
A decisão é do juiz José dos Anjos, da 19a Vara Cível de Aracaju (SE).Uma das justificativas citadas pelo juiz é que "a Claro, em desacordo com a norma, concede o benefício (desconto) no mesmo instrumento do Termo de Adesão para Plano de Serviços. O que é pior, o prazo do benefício, preço e forma de pagamento estão redigidos em letras inelegíveis, o que é vedado também pelo artigo 46 do Código do Consumidor".
Procurada, a Claro preferiu não se manifestar sobre o anúncio da Oi e as decisões judiciais.Em meados de agosto, uma decisão da Justiça favorável à Claro fez com que a Oi decidisse implantar quiosques de desbloqueio de celulares de clientes das rivais em locais públicos da capital paulista, como as estações de metrô.
Na época, a Claro obteve liminar junto à 23a Vara Cível do Fórum da Comarca de São Paulo em ação contra a ADN Tecnologia de Sistemas, de Salvador (BA). O juiz entendeu que a operadora pode exigir multa se o cliente romper um contrato de fidelização.A Oi, cuja estréia no mercado paulista foi anunciada para outubro, foi a primeira a decidir pelo desbloqueio gratuito de celulares e pela venda de modelos sem bloqueio, em 2007, para que o cliente possa comprar o chip e utilizá-lo em qualquer telefone móvel GSM. Desde 2005, a estratégia da Oi é vender somente o chip.
O regulamento de telefonia móvel que entrou em vigor em fevereiro estendeu para todo o mercado a possibilidade do desbloqueio gratuito. Uma operadora, entretanto, pode conceder um desconto no celular que vende e exigir, em contrapartida, que o cliente fique com o modelo bloqueado junto à sua rede por um determinado período, segundo a Anatel.A Claro preferiu responder à estratégia da Oi com um anúncio em que afirmava que a portabilidade numérica, em vigor desde 1o de setembro, é que seria o real direito de escolha do consumidor, uma vez que o usuário pode reter o número do telefone quando muda de operadora.
Mas neste final de semana a Oi utilizou as decisões judiciais para dizer que "falar de portabilidade e ficar entrando na Justiça contra o desbloqueio não é só contraditório. É contrário à sua liberdade", segundo o anúncio.FRANKFURT (Reuters) - Mais de 60 anos depois de sua primeira edição, uma das mais antigas feiras mundiais de bens eletrônicos de consumo está desbravando novos territórios ao abrir espaço a lavadoras, secadoras, fogões e outros eletrodomésticos.
Na feira IFA, em Berlim -onde o então primeiro-ministro alemão Willy Brandt ligou o primeiro televisor em cores do mundo em 1967-, televisores continuam a ser atração importante, mas hoje em dia eles podem ser parte de um refrigerador.Os organizadores da feira dizem que estão acompanhando os tempos que vivem, já que as cadeias de varejo de eletrônicos vêm substituindo as de eletrodomésticos, e empresas como Philips, Samsung e LG não mais limitam seus produtos ao entretenimento eletrônico.
"Ao integrarmos o setor de eletrodomésticos, esperamos que os produtos de ambos os setores se tornem mais populares e que os visitantes internacionais expressem interesse ainda mais ávido", disse Rainer Hecker, presidente do GFU, o grupo que organiza a feira.A demanda mundial por eletrodomésticos de grande porte -os chamados produtos de linha branca- deve crescer em 3,1% ao ano até 2011, de acordo com um estudo do Freedonia Group, uma empresa norte-americana de pesquisa de mercado.
A demanda será propelida pelo interesse dos consumidores em substituir aparelhos quebrados ou adotar modelos mais novos, como os aparelhos de maior eficiência energética hoje disponíveis, o estudo informou.Mas os engenheiros também estão tentando aplicar a tecnologia de maneira a tornar ainda mais úteis os eletrodomésticos, criando, por exemplo, uma secadora com funções de ferro de passar ou uma lavadora que possa ser ligada e desligada via Internet.
"Entre os 10 aparelhos elétricos de uso cotidiano mais importantes, cinco pertencem ao segmento dos eletrônicos e os outros cinco ao dos eletrodomésticos", disse Christian Goeke, vice-presidente de operações da feira de Berlim.Entre os consumidores alemães, os itens populares são máquinas para fazer bebidas quentes, como as cafeteiras de expresso que registraram crescimento na casa dos dois dígitos durante o primeiro semestre de 2008.

Apesar de já estar em funcionamento desde dezembro passado, o aspecto portátil das transmissões de TV digital no Brasil ainda não é bem aproveitado pelos brasileiros. Um dos motivos é a praticidade: embora existam sintonizadores do tamanho de um pendrive, você precisa plugá-los a um notebook se quiser ver alguma coisa. Algo não muito factível (ou recomendado) na fila do banco ou dentro de um ônibus, por exemplo.
Mesmo as novas “TVs de bolso” já no mercado não resolvem completamente o problema: são mais uma coisa a levar na bolsa, mais um carregador com que se preocupar, mais um manual para ler e entender, mais um cartão de memória a comprar... seria muito melhor se pudéssemos integrar este novo recurso em um aparelho que já existe e levamos conosco todos os dias, como o telefone celular, não?
É apostando nesta convergência que a Samsung traz para o mercado o SGH-V820L, um dos primeiros telefones celulares equipados com um sintonizador de TV digital. Além de acessar a internet, rodar jogos em Java, tocar MP3 e, sim, fazer chamadas como qualquer celular moderno, ele também se transforma em uma prática TV de bolso, tão boa quanto aquelas já no mercado.
Com design “flip” (que se dobra ao meio) e medindo 10,3 x 1,8 x 5,1 cm (altura, largura, profundidade), ele definitivamente não é um celular pequeno. Combinado a isso, o visual em preto no estilo “aço escovado” e o design quadradão dão ao aparelho uma aparência bastante elegante e séria. O tamanho é justificado pela excelente tela OLED de 2,6 polegadas, muito brilhante e com cores vivas, que domina toda a metade superior do celular quando aberto. Na metade de baixo fica o teclado, do tipo "plano" mas com telas bastante macias e fáceis de acionar.
Na lateral esquerda, próxima à dobradiça, fica a antena telescópica usada para a sintonia de TV. Com 8,5 cm de comprimento quando estendida, ela é móvel, para melhor recepção possível de sinal mesmo em áreas com baixa cobertura. Na traseira do aparelho ficam a lente da câmera e o flash e na tampa frontal há uma pequena tela externa colorida. Como é um telefone 3G, o V820L tem uma segunda câmera logo acima da tela principal, que pode ser usada para videochamadas.
Mais do que qualquer outro recurso, a recepção de TV digital é o grande destaque do V820. Assistir seus programas favoritos é muito fácil: abra o aparelho, gire a tela para a esquerda e feche-a sobre o teclado. Pronto, seu celular acaba de se transformar em uma TV de bolso.
Os controles ficam nas áreas sensíveis ao toque nas laterais da tela, marcadas pelos símbolos + e - (controle do volume) e < e > (troca de canais). A cada comando o celular vibra levemente, confimando a escolha. O botão da câmera chama um menu que dá acesso à lista de canais, guia eletrônico de programação e outras opções.
A recepção, testada em vários pontos da cidade de São Paulo, foi sempre muito boa. Conseguimos sintonizar oito canais, sempre com excelente qualidade de imagem e som, mesmo com a antena recolhida ou dentro de edifícios.
É possível ouvir o som da TV através do alto-falante interno do celular (com bom volume) ou através de fones de ouvido, com ou sem fio (Bluetooth). Há cinco perfis de equalização de som para TV: Normal, Música, Filmes, Notícias e Esportes.
A lista de canais pode ser exibida como um "mosaico", com uma grade de pequenas imagens da programação atual de todos os canais sintonizados. O aparelho também conta com o recurso EPG (Electronic Programming Guide - Guia Eletrônico de Programação), que mostra informações sobre o programa atual e próximas atrações, bem como legendas de texto (closed caption), se a emissora disponibilizar este recurso.
O único item que faz falta é a opção de gravar a programação, encontrada em outras TVs de bolso já no mercado. Vale lembrar que a recepção de TV só funciona em cidades onde o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) já está em operação. No momento, isto está restrito às cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
A câmera de 2 MP também faz bonito. Equipada com flash e foco automático, ela permite tanto fotos normais como closes extremos (macro) a poucos centímetros do objeto. Fotos tiradas sob a luz do dia são muito boas, nítidas e com cores fiéis. Já as imagens noturnas com flash tem pouca nitidez e tempo de exposição muito alto, o que tende a produzir fotos tremidas. Sem flash (uma paisagem urbana, por exemplo) elas ficam escuras demais.
Como já é “de praxe” nos aparelhos da Samsung, o aparelho traz um editor de imagens simples, que pode ser usado para fazer ajustes práticos na imagem (como correção de cor, nitidez, brilho) ou para expressar seu lado artístico, com molduras e efeitos que transformam suas fotos em rascunhos a lápis ou pinturas a óleo. É possível imprimir suas fotos diretamente a partir do celular, em impressoras compatíveis com impressão Bluetooth ou via PictBridge.
O MP3 player tem todos os recursos comuns nos modelos atuais, como listas de reprodução, seleção por álbum, artista ou gênero e exibição de informações sobre as músicas, inclusive a capa do álbum. A memória interna do aparelho (25 MB) pode ser expandida com cartões MicroSD que podem chegar a até 8GB, o que dá bastante espaço para suas músicas. Um cartão de 1 GB está incluso na embalagem. A transferência de músicas é feita via USB, manualmente (copiando as músicas para o cartão de memória) ou através de sincronização com o Windows Media Player
Os fones de ouvido que acompanham o aparelho, do tipo “intra-auricular”, são excelentes, com bons graves. Como bônus, eles ajudam a isolar o ruído ambiente, o que permite a você ouvir melhor suas músicas mesmo num volume mais baixo, evitando fadiga auditiva.
Na verdade os fones são compostos por duas partes: um adaptador, plugado ao celular e que também tem um microfone e botão para atender chamadas, e os fones propriamente ditos, com plugue padrão de 3.5 mm. Se não gostar dos fones originais, você pode trocá-los por seu modelo favorito, sem problemas.
Além disso, o aparelho também tem leitor de notícias (via RSS), alarmes, calculadora, calendário, relógio com hora mundial, cronômetro, bloco de notas, conversor de pesos e medidas e lista de tarefas, além de navegador e leitor de e-mails. Um recurso interessante para executivos é o Samsung Mobile Business, que permite acesso a servidores Microsoft Exchange para que você possa ler seus e-mails e consultar agenda de compromissos da empresa mesmo quando estiver fora do escritório. E a qualidade de áudio durante chamadas, bem como recepção de sinal de telefonia, foram satisfatórias.
Segundo a fabricante, a autonomia de bateria do V820L é de 5 horas em conversação, cerca de 3,5 horas assistindo TV e 250 horas em espera. O aparelho vem acompanhado de um kit com fone de ouvido estéreo, cabo de dados USB, cartão de memória microSD 1GB, CD de instalação e suporte de mesa.
Por enquanto o Samsung SGH-V820L está sendo comercializado nas operadoras que já tem redes 3G com preço sugerido pelo fabricante de R$ 1.499, que pode variar de acordo com o plano de serviços adquirido pelo cliente e subsídios de cada operadora.
O preço é salgado, mas considere que o aparelho combina um celular 3G com uma TV digital de bolso, que sozinha é vendido por cerca de R$ 800, e que se trata da primeira geração de uma nova tecnologia. É o preço a pagar para quem gosta de estar na “fila do gargarejo” do mundo digital.
Boa notícia para quem não gosta de aparecer de cara fechada em foto. A Sony apresentou nesta segunda-feira (23) uma filmadora digital que aciona sua função de máquina fotográfica quando quem está sendo gravado dá um sorriso.
Quando o modelo ri a Handycam HDR-CX12 entende que se trata de um momento de maior descontração e tira automaticamente a foto, sem parar a gravação nem exigir que o usuário se preocupe em fazer qualquer tipo de ajuste.
A empresa japonesa não revelou o preço da novidade, que chega às lojas na Ásia em julho.

