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Blog sobre tecnologia.

Samsung V820 L combina celular 3G, câmera digital, MP3 player e TV

24/06/2008 19:42h
IG
Samsung V820 L combina celular 3G, câmera digital, MP3 player e TV

Apesar de já estar em funcionamento desde dezembro passado, o aspecto portátil das transmissões de TV digital no Brasil ainda não é bem aproveitado pelos brasileiros. Um dos motivos é a praticidade: embora existam sintonizadores do tamanho de um pendrive, você precisa plugá-los a um notebook se quiser ver alguma coisa. Algo não muito factível (ou recomendado) na fila do banco ou dentro de um ônibus, por exemplo.

Mesmo as novas “TVs de bolso” já no mercado não resolvem completamente o problema: são mais uma coisa a levar na bolsa, mais um carregador com que se preocupar, mais um manual para ler e entender, mais um cartão de memória a comprar... seria muito melhor se pudéssemos integrar este novo recurso em um aparelho que já existe e levamos conosco todos os dias, como o telefone celular, não?

É apostando nesta convergência que a Samsung traz para o mercado o SGH-V820L, um dos primeiros telefones celulares equipados com um sintonizador de TV digital. Além de acessar a internet, rodar jogos em Java, tocar MP3 e, sim, fazer chamadas como qualquer celular moderno, ele também se transforma em uma prática TV de bolso, tão boa quanto aquelas já no mercado.

Com design “flip” (que se dobra ao meio) e medindo 10,3 x 1,8 x 5,1 cm (altura, largura, profundidade), ele definitivamente não é um celular pequeno. Combinado a isso, o visual em preto no estilo “aço escovado” e o design quadradão dão ao aparelho uma aparência bastante elegante e séria. O tamanho é justificado pela excelente tela OLED de 2,6 polegadas, muito brilhante e com cores vivas, que domina toda a metade superior do celular quando aberto. Na metade de baixo fica o teclado, do tipo "plano" mas com telas bastante macias e fáceis de acionar.

Na lateral esquerda, próxima à dobradiça, fica a antena telescópica usada para a sintonia de TV. Com 8,5 cm de comprimento quando estendida, ela é móvel, para melhor recepção possível de sinal mesmo em áreas com baixa cobertura. Na traseira do aparelho ficam a lente da câmera e o flash e na tampa frontal há uma pequena tela externa colorida. Como é um telefone 3G, o V820L tem uma segunda câmera logo acima da tela principal, que pode ser usada para videochamadas.

Mais do que qualquer outro recurso, a recepção de TV digital é o grande destaque do V820. Assistir seus programas favoritos é muito fácil: abra o aparelho, gire a tela para a esquerda e feche-a sobre o teclado. Pronto, seu celular acaba de se transformar em uma TV de bolso.

Os controles ficam nas áreas sensíveis ao toque nas laterais da tela, marcadas pelos símbolos + e - (controle do volume) e < e > (troca de canais). A cada comando o celular vibra levemente, confimando a escolha. O botão da câmera chama um menu que dá acesso à lista de canais, guia eletrônico de programação e outras opções.

A recepção, testada em vários pontos da cidade de São Paulo, foi sempre muito boa. Conseguimos sintonizar oito canais, sempre com excelente qualidade de imagem e som, mesmo com a antena recolhida ou dentro de edifícios.

É possível ouvir o som da TV através do alto-falante interno do celular (com bom volume) ou através de fones de ouvido, com ou sem fio (Bluetooth). Há cinco perfis de equalização de som para TV: Normal, Música, Filmes, Notícias e Esportes.

A lista de canais pode ser exibida como um "mosaico", com uma grade de pequenas imagens da programação atual de todos os canais sintonizados. O aparelho também conta com o recurso EPG (Electronic Programming Guide - Guia Eletrônico de Programação), que mostra informações sobre o programa atual e próximas atrações, bem como legendas de texto (closed caption), se a emissora disponibilizar este recurso.

O único item que faz falta é a opção de gravar a programação, encontrada em outras TVs de bolso já no mercado. Vale lembrar que a recepção de TV só funciona em cidades onde o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) já está em operação. No momento, isto está restrito às cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A câmera de 2 MP também faz bonito. Equipada com flash e foco automático, ela permite tanto fotos normais como closes extremos (macro) a poucos centímetros do objeto. Fotos tiradas sob a luz do dia são muito boas, nítidas e com cores fiéis. Já as imagens noturnas com flash tem pouca nitidez e tempo de exposição muito alto, o que tende a produzir fotos tremidas. Sem flash (uma paisagem urbana, por exemplo) elas ficam escuras demais.

Como já é “de praxe” nos aparelhos da Samsung, o aparelho traz um editor de imagens simples, que pode ser usado para fazer ajustes práticos na imagem (como correção de cor, nitidez, brilho) ou para expressar seu lado artístico, com molduras e efeitos que transformam suas fotos em rascunhos a lápis ou pinturas a óleo. É possível imprimir suas fotos diretamente a partir do celular, em impressoras compatíveis com impressão Bluetooth ou via PictBridge.

O MP3 player tem todos os recursos comuns nos modelos atuais, como listas de reprodução, seleção por álbum, artista ou gênero e exibição de informações sobre as músicas, inclusive a capa do álbum. A memória interna do aparelho (25 MB) pode ser expandida com cartões MicroSD que podem chegar a até 8GB, o que dá bastante espaço para suas músicas. Um cartão de 1 GB está incluso na embalagem. A transferência de músicas é feita via USB, manualmente (copiando as músicas para o cartão de memória) ou através de sincronização com o Windows Media Player

Os fones de ouvido que acompanham o aparelho, do tipo “intra-auricular”, são excelentes, com bons graves. Como bônus, eles ajudam a isolar o ruído ambiente, o que permite a você ouvir melhor suas músicas mesmo num volume mais baixo, evitando fadiga auditiva.

Na verdade os fones são compostos por duas partes: um adaptador, plugado ao celular e que também tem um microfone e botão para atender chamadas, e os fones propriamente ditos, com plugue padrão de 3.5 mm. Se não gostar dos fones originais, você pode trocá-los por seu modelo favorito, sem problemas.

Além disso, o aparelho também tem leitor de notícias (via RSS), alarmes, calculadora, calendário, relógio com hora mundial, cronômetro, bloco de notas, conversor de pesos e medidas e lista de tarefas, além de navegador e leitor de e-mails. Um recurso interessante para executivos é o Samsung Mobile Business, que permite acesso a servidores Microsoft Exchange para que você possa ler seus e-mails e consultar agenda de compromissos da empresa mesmo quando estiver fora do escritório. E a qualidade de áudio durante chamadas, bem como recepção de sinal de telefonia, foram satisfatórias.

Segundo a fabricante, a autonomia de bateria do V820L é de 5 horas em conversação, cerca de 3,5 horas assistindo TV e 250 horas em espera. O aparelho vem acompanhado de um kit com fone de ouvido estéreo, cabo de dados USB, cartão de memória microSD 1GB, CD de instalação e suporte de mesa.

Por enquanto o Samsung SGH-V820L está sendo comercializado nas operadoras que já tem redes 3G com preço sugerido pelo fabricante de R$ 1.499, que pode variar de acordo com o plano de serviços adquirido pelo cliente e subsídios de cada operadora.

O preço é salgado, mas considere que o aparelho combina um celular 3G com uma TV digital de bolso, que sozinha é vendido por cerca de R$ 800, e que se trata da primeira geração de uma nova tecnologia. É o preço a pagar para quem gosta de estar na “fila do gargarejo” do mundo digital.

Filmadora digital tira foto sozinha quando detecta sorriso

23/06/2008 05:19h

Boa notícia para quem não gosta de aparecer de cara fechada em foto. A Sony apresentou nesta segunda-feira (23) uma filmadora digital que aciona sua função de máquina fotográfica quando quem está sendo gravado dá um sorriso.

Quando o modelo ri a Handycam HDR-CX12 entende que se trata de um momento de maior descontração e tira automaticamente a foto, sem parar a gravação nem exigir que o usuário se preocupe em fazer qualquer tipo de ajuste.

A empresa japonesa não revelou o preço da novidade, que chega às lojas na Ásia em julho.

 

Teclado 'invisível' será a mais nova mania dos 'micreiros'

12/06/2008 21:00h
UOL
Teclado 'invisível' será a mais nova mania dos 'micreiros'
Um teclado sem teclas. Esse é o conceito do periférico de vidro feito pelo designer Kong Fanwen, que consiste em uma única placa de vidro. Para registrar as letras, o teclado usa uma câmera com tecnologia de captura de movimentos.

O teclado é super-moderno e belíssimo. A nova 'onda' tem tudo para ser uma mania entre os 'micreiros'.

iPhone chegará ao Brasil nos próximos meses

11/06/2008 13:13h
O celular inteligente da Apple, iPhone, chegará ao mercado brasileiro dentro dos próximos meses, segundo a operadora de telecomunicações Vivo.

O acordo que permite à Vivo trazer o iPhone para o Brasil foi fechado com a Telefônica, uma das controladoras da empresa, e inclui outros 15 países, 11 deles na América Latina.

A experiência da Telefônica na comercialização do iPhone teve início no Reino Unido, em dezembro do ano passado, e foi estendida para a Irlanda no último mês de março. Nesses mercados, verificou-se que a receita média mensal por usuário do iPhone chega a ser 30% superior à dos clientes com outros aparelhos.

A Vivo ainda não divulgou quais modelos serão disponibilizados nem os preços dos aparelhos.

Governo já avalia adiar o fim da TV analógica

07/06/2008 22:17h
Folha Online
Existe plano para adiar o fim das transmissões analógicas
Tão simbólico quanto a estréia da TV digital, acompanhada por quase ninguém, deverá ser o fim das transmissões analógicas, marcado para 2016. Em tese, até lá todos brasileiros já estarão munidos de receptores ou TVs com conversores embutidos, e todas emissoras estarão transmitindo sua programação digital.

Mas o governo já admite ter um plano B para adiar o chamado "switch off" da TV analógica caso as adesões continuem baixas e as transmissões, limitadas.

"O plano existe. Se amanhã chegarmos à conclusão de que a grande maioria da população brasileira ainda não recebe a TV digital, claro que a gente pode [adiar o desligamento do sinal analógico]. O Presidente da República tem autoridade para fazer isso, ele pode estender o projeto", afirma o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

De acordo com Juliano Castilho, diretor da área de TV digital do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), "esse cronograma não foi cumprido em lugar nenhum do mundo". "Olhando exemplos de outros países, acho que há chance de não ser cumprido o cronograma. Mas isso não é o que importa", diz.

Para Castilho, o cronograma funciona como um "direcionador". "Se as pessoas não compraram uma grande quantidade de receptor, você não vai tirar o sinal. Não interessa a ninguém."

"Se partirmos de uma tendência atual, a partir desse preço de lançamento conseguiríamos em dez anos atingir cerca de 80% da população, em número de residências. Daí vem a questão política: 80% é um bom número para fazer o desligamento?", questiona o especialista.

Exemplo dos EUA

Além da compra de conversores, outra dor de cabeça para o governo deve ser a potência da transmissão das emissoras, como acontece nos EUA.

Marcada para 17 de fevereiro de 2009, a interrupção na transmissão de TV analógica nos Estados Unidos deve deixar cerca de 23 mil pessoas sem receber sinal de alguns canais, segundo estudo do Government Accountability Office, o braço investigativo do Congresso norte-americano. Isso porque alguns radiodifusores afirmam que seu sinal digital terá uma cobertura geográfica menor do que a analógica.

"Aqui, a Globo entrou com potência de 15 kilowatts nas suas transmissões. Mas tem emissora aí que entrou com 1 killowatt. Só para dizer 'olha, eu sou digital', mas não tem a potência suficiente", diz Hélio Costa.

Câmera dribla ladrões e devolve fotos digitais a vítima de furto

06/06/2008 23:47h

Alison DeLauzon achou que as fotos e vídeos de seu bebê haviam se perdido para sempre quando sua câmera digital foi furtada, durante férias na Flórida. Mas então algo engraçado aconteceu: no estilo do filme “E.T.”, o equipamento “ligou” para casa e devolveu todo o conteúdo a sua dona.  

Equipada com um cartão de memória especial, que se conecta à internet, a câmera enviou automaticamente todas as fotos das férias para o computador de Alison. Além disso, também fez no computador dela o upload das imagens dos dois homens que haviam levado o equipamento.  

“Eu abri o gerenciador do cartão Eye-Fi no computador e lá estavam os rapazes que haviam levado a câmera. Um deles tirou até uma foto de seu cúmplice segurando minha outra câmera”, contou a vítima, que mora em Nova York. Ela ganhou de presente o cartão Wi-Fi com capacidade de 2 GB, que nos EUA custa cerca de US$ 100.  

O acessório faz a transferência automática de fotos para um computador doméstico ou para um serviço on-line assim que o usuário se conecta a uma rede familiar. Para sorte de Alison, os homens passaram por uma rede compatível com a da vítima e, por isso, as imagens foram transferidas: primeiro as do bebê, depois as dos homens.  

A dona da câmera, que não recuperou o equipamento, não quis denunciar os responsáveis pelo furto à polícia. Ambos trabalhavam no restaurante onde ela esqueceu uma bolsa com equipamento fotográfico, depois de jantar. Eles foram despedidos, mas a vítima afirma que “fazer justiça não seria tão importante quanto ter de volta as lembranças de seu filho”.  

“Quando conseguimos esse conteúdo de volta, eu e meu marido passamos a noite assistindo aos vídeos. Vídeos bobos, como o do meu filho comendo sozinho pela primeira vez ou ficando em pé no berço.”  

Diga ‘X’

Recentemente, a câmera de um notebook permitiu que a polícia encontrasse os responsáveis por um furto em White Plains (Nova York, EUA). Kait Duplaga, dona de um Macbook, havia instalado na máquina um programa chamado Back to My Mac, que permite acesso remoto ao computador. Assim, diz o “New York Times”, ela conseguiu ativar a webcam para ver as imagens daqueles que usavam a máquina, “fotografando” os suspeitos.  

Num primeiro momento, a vítima viu apenas um quarto cheio de fumaça e uma cadeira vazia, mas um homem se sentou em frente ao computador. Kait deu então o comando para o programa tirar fotos. A polícia então prendeu Edmon Shahikian, 23, e Ian Frias, 20. Os dois responderão na Justiça por seus atos, mas agora estão em liberdade. Shahikian pagou US$ 7,5 mil de fiança e Frias, US$ 3,5 mil.  

Apple deve lançar novo iPhone na segunda-feira

06/06/2008 17:59h
O presidente da Apple, Steve Jobs, vai anunciar nesta segunda-feira durante uma conferência em São Francisco o lançamento de uma nova versão do celular iPhone, adaptado às redes de telecomunicações de terceira geração (3G), afirma a imprensa americana.

O iPhone, lançado em junho passado, é equipado atualmente com o sistema Edge, bem mais lento que o 3G e com menor cobertura. Com esse novo modelo, que conta com novos aplicativos, podendo inclusive integrar o sistema de e-mail da Microsoft Exchange, a Apple espera fazer frente ao Blackberry da canadense RIM junto às empresas, que utilizam maciçamente Exchange.

De acordo com Gene Munster, analista da Piper Jaffray, a Apple poderá vender até 12,9 milhões de iPhones em 2008 e até 45 milhões em 2009.

No fim de março, o grupo, que pretende chegar a 10 milhões de vendas até o final de 2008, havia negociado 5,4 milhões de aparelhos, deixando-os no segundo lugar dos smartphones, atrás do Blackberry e na frente dos modelos de Palm.

Mas após ser atingido 26,7% do mercado de "smartphones" no 4º trimestre de 2007, contra 35,1% para o Blackberry, o iPhone perdeu terreno, com 19,2% no primeiro trimestre de 2008 enquanto que o Blackberry subiu para 44,5%, de acordo com o IDC.

Os seus outros concorrentes, que lançaram novos modelos, também progrediram, principalmente a Palm, que passou de 7,9% no quarto trimestre de 2007 para 13,4% no primeiro trimestre de 2008. A coreana Samsung e a HTC de Taiwan duplicaram as suas participações, passando de 4,1% para 8,6%.

Dell cria ultraportátil para a guerra dos notebooks populares

29/05/2008 23:25h
Divulgação
Computador ultraportátil já tem diversos concorrentes.

O blog Gizmodo apresentou em primeira mão, nesta quarta-feira (28), um notebook ultraportátil da Dell desenvolvido para concorrer com outras máquinas dessa categoria, como o Mobo, da Positivo, o Eee PC, da Asus, o XO, da OLPC, o Classmate PC, da Intel, e o 2133 Mini, da HP.

 

“Encontrei com Michael Dell depois de sua entrevista no evento ‘All Things D’ e ele me mostrou o laptop que estava carregando e que ninguém havia visto antes”, escreveu Brian Lam, editor-chefe do blog de tecnologia. Depois da divulgação, a Dell publicou algumas fotos da máquina.

 

O executivo e a empresa não divulgaram detalhes da configuração desse novo computador nem seu preço. Mas sabe-se que, assim como os concorrentes, seu foco está nos países em desenvolvimento.

'Carro do futuro' terá lataria que desamassa sozinha

29/05/2008 20:25h
Divulgação
As aplicações em plástico são diversas: painéis, carroceria, forraçãoe outros

Nada como chegar na garagem de manhã, olhar para o carro e ver que aquele amassadinho na lataria, feito no dia anterior, não está mais lá. Sozinho, o carro "reparou" a batida. Tecnologia como esta pode ainda demorar um pouco para atingir a escala de produção, mas não é mais uma idéia distante da realidade. Tudo graças ao uso da nanotecnologia em materiais para a indústria automobilística. 

A nanotecnologia trabalha com estruturas extremamente pequenas, do tamanho de moléculas, o que aumenta a capacidade de manipulação dos materiais. Por isso, os estudos estão voltados na melhoria dos componentes e abrangem diversos materiais como metais, tintas, plásticos e vidros — até nos pneus a nanotecnologia é aplicada para o aumento do tempo de retenção da pressão.

Plásticos mais resistentes 

No caso do desenvolvimento de veículos, a aplicação dos nanocompostos vive a chamada “primeira onda”, que está concentrada nos plásticos. De acordo com o diretor regional de São Paulo da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), Flávio Campos, os carros com projetos de menos de um ano e meio já têm esses materiais.

“O que temos implantado tanto no Brasil quanto fora são materiais plásticos com mais resistência ao calor, mais robustos e, em alguns casos, com ganhos de produção, por causa da redução de custos”, explica Campos. 

As aplicações em plástico são diversas: painéis, carroceria, forraçãoe outros acabamentos. Mas o grande ganho tem sido no compartimento do motor, devido à resistência às altas temperaturas. “A indústria vem substituindo partes metálicas por plástico. No Brasil, ainda não temos essa característica devido a processos internos, mas é uma tendência”, afirma o diretor da SAE. 

De acordo com o gerente de desenvolvimento de produtos e mercado da Nova Petroquímica, Cláudio Marcondes, a utilização de nanopartículas de cerâmica é uma das inovações que têm ajudado a melhorar as características dos plásticos.

Pintura à prova de riscos

A onda seguinte aos plásticos é a da pintura, que já está em processo avançado de desenvolvimento. Campos explica que, nesta área, há duas linhas de pesquisa. A primeira trabalha com a resistência a riscos. “Você pode passar um prego na lataria e a pintura não risca”, observa. A outra, é a propriedade de reconstituição, ou seja, o risco na pintura some com o tempo. 

“Esta tecnologia está sendo lançada fora do Brasil e é muito cara. Precisaria de uma escala adequada para compensar o custo. Não dá para uma pessoa pagar, por exemplo, R$ 20 mil a mais em um carro só por causa dessa característica”, pondera. 

Sobre a nanotecnologia nas tintas, o coordenador de tecnologias entre os vários centros de pesquisa e desenvolvimento da DuPont no mundo com foco no mercado sul-americano de tintas automotivas, José Valdir Guindalini, afirma que ainda não existe um verniz que resista a todos os “ataques”, mas a resistência ao risco já é um grande avanço. 

A manipulação das propriedades dos metais já caracteriza uma outra onda de inovações, ainda no início de desenvolvimento. “Existe uma pesquisa na Alemanha que estuda o desenvolvimento de um efeito borracha na chapa de metal, ela amassaria e, depois, voltaria ao estado inicial. Mas é uma pesquisa muito de fronteira ainda”, ressalta Flávio Campos.

 

Banco bactericida e vidro que escurece 

O trabalho com a nanotecnologia abre extenso leque na indústria automobilística. Um exemplo é o uso de nanopartículas de prata em dutos e caixa de ar-condicionado, carpetes e tecidos, com foco no benefício proporcionado pela característica bactericida do material.

Aliás, as propriedades da prata já são exploradas pela indústria têxtil. “A nanoprata mata 90% de fungos, algas e bactérias. A aplicação em fibras de bancos, por exemplo, traria benefícios até a ônibus e metrô”, aponta Cláudio Marcondes.

Em relação aos vidros, as pesquisas vão desde a mudança das propriedades do material até a sua substituição por policarbonato (material sintético). A mais recente inovação, aplicada, por enquanto, apenas em Ferraris, é o vidro eletrocrômico. O diretor-geral da Saint-Gobain Sekurit para Brasil e Argentina, Manuel Corrêa, explica que a tecnologia utiliza uma passagem de corrente elétrica pelo vidro, para que a cor do vidro se adapte de acordo com a necessidade de luminosidade do condutor.

Desafio é conseguir escala de produção 

Quem compra um Ferrari, provavelmente terá dinheiro para bancar tecnologias como essas. Entretanto, quase ninguém pode comprar uma Ferrari. Por esse motivo, o maior desafio da indústria automobilística é tornar comerciável tal tecnologia — e isso só é possível com a economia de escala. 

É o que já acontece com os plásticos, por isso representa a primeira onda de avanço. Flávio Campos, da SAE, explica que na área de plásticos, os benefícios proporcionados com a tecnologia têm sido maior que o custo de desenvolvimento. 

Campos ressalta o alto investimento em pesquisa o caminho para tornar comerciável mudanças em todas as áreas de materiais. E o argumento para isso abrange, inclusive, questões ambientais, já que a nanotecnologia pode facilitar a reciclagem dos componentes e ajudar na redução do peso total do veículo, o que diminui os níveis de emissão de gases poluentes.

"O Brasil precisa de mais investimentos nessa área de nanotecnologia, que é muito importante na busca pelo carro barato e mais competitivo mundialmente", ressalta Campos.

Disco rígido sai do PC e vai para a mesa

28/05/2008 22:01h

Já reparou como as pastas de música e fotos do computador só crescem e ocupam cada vez mais espaço? O bom da revolução digital é justamente essa sensação (ilusão?) de poder fotografar tudo o que surge pela frente e guardar todas as músicas do mundo. Parece não haver limites. Mas há. É o tamanho do seu disco rígido (HD).

 

Uma solução para o "problema" está começando a ficar popular no Brasil, com a queda (ainda tímida) dos preços de HDs externos. São discos que ficam fora do computador e têm alta capacidade de armazenamento, chegando a alcançar até 2 terabytes (o equivalente a 2 mil gigabytes). Só que a imensidão de espaço traz outros problemas, como a necessidade de organização.

 

Usar um HD externo "gigante" requer uma mudança de hábitos digitais. Para uma família, o disco rígido passa a ser a central de dados da casa, que se conecta a - e alivia - todos os computadores e dispositivos, como câmeras e celulares. E guarda as informações de backup de todas as máquinas.

 

O ideal é que esse HD externo central não seja transportado para lá e para cá. Em primeiro lugar porque pode sofrer danos se cair ou levar uma batida forte. Em segundo porque, se for perdido, adeus backup.

 

Portátil

 

Quem precisa transportar arquivos pesados deve optar por um HD externo portátil, que serve como um "pen-drive gigante", com capacidade de até 320 gigabytes (GB). Enquanto os HDs são discos de metal "encapados" por uma fita magnética (que grava os dados), os pen-drives usam a chamada memória flash, um chip regravável (que ocupa bem menos espaço).

 

O professor de língua portuguesa Saulo Ferreira, 25 anos, tem um HD externo portátil para levar filmes, documentários e músicas para a sala de aula na Escola Estadual Professor Antonio Francisco Redondo (zona norte de SP). Um detalhe: se o disco cair no chão há risco de tudo se perder. "Levo o HD na embalagem do notebook, dentro de uma mala de couro", diz o professor.

 

Não me toque

 

Utilizar ou carregar discos rígidos é algo bem mais delicado do que levar pen-drives ou cartões de memória, usados principalmente em câmeras digitais e celulares.

 

Alguns cuidados devem ser levados em conta, tanto no caso dos portáteis quanto nos "de mesa", os gigantões de até 2 TB. A principal preocupação é nunca tocar ou mover o HD externo enquanto ele estiver em uso. Há um disco rodando em alta velocidade e qualquer saída de eixo pode causar danos.

 

Também não se recomenda deixar o HD ao lado de televisores de tubo ou eletrodomésticos motorizados, como liquidificadores. A interferência eletromagnética pode danificar o disco e os arquivos. Molhar e expor ao calor, obviamente, é proibido.

 

Por causa desses "não me toques", o técnico em informática Diego Cardoso, de 20 anos, não deixa ninguém usar seu HD. "Aqui o uso é exclusivo." Ele leva para todo lugar backups de clientes e seus principais softwares num modelo de 80 GB. Diz preferir discos rígidos a pen-drives pelo custo-benefício. "Se fizer a conta por gigabyte, a diferença pode ser de dez vezes."

 

As empresas fabricantes de discos rígidos apostam exatamente nessa conta. Hoje, com cerca de R$ 600 é possível ter um HD de 500 GB. Ainda é caro, em comparação com preços no exterior, mas a tendência é de os preços caírem. "Depois das câmeras digitais e dos DVDs, apostamos que 2009 será o ano dos HDs externos", disse ao Link o diretor de vendas da Western Digital, Ron Pack. Será mesmo? É o tamanho das pastas que dirá.

Verdes Campos Sat
Enquete O BEP agora está incorporado ao Banco do Brasil. Você acha que a medida foi:
Atenção: o resultado desta enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de internautas que acessam o TV Canal 13.


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