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ATRASO: Crescimento de indústrias no Piauí é limitado

Foi com entusiasmo que o Governo do Estado do Piauí divulgou no último dia 27 de julho, a instalação do uma unidade da empresa Suzano Papel e Celulose no Piauí.

A empresa é considerada a maior produtora de celulose do mundo. As instalações devem ficar na região do agora município Nazária, próximo à Teresina.

De acordo com o site de notícias do Governo do Estado, a instalação da fábrica conta cm um investimento da ordem de R$ 2,8 bilhões e, teoricamente, deve gerar cerca de 3.500 empregos diretos e cerca de 12 mil empregos indiretos.

Comemorações à parte, há quem questione os número de geração de emprego.

De acordo com o ambientalista Judson Barros, além de prejuízos para o meio ambiente, o número de empregos que deve ser gerado com a instalação da Suzano no Piauí é fantasioso: “Esse número é fantasioso: 3.500 pessoas trabalhando foi a quantidade de gente para construir as pirâmides do Egito. Nunca que vão empregar todo esse número de pessoas”.

Judson Barros lembra ainda uma promessa não cumprida: "A Bungue prometeu 10 mil empregos indiretos e 500 diretos, hoje tem 40 pessoas"

A promessa de geração de emprego e renda no estado é tema presente nas campanhas eleitorais seja ela municipal, estadual ou federal e também de ações governamentais. No caso do Piauí, há fatores de complicação para a atração de indústrias.

Além de benefícios ficais, faltam ao Estado estruturas para que demais industria se instalem e possam gerar emprego e renda a população.

Energia e Vôos

No dia 09 de janeiro deste ano o site nacional G1, da globo publicou uma matéria onde relatou que a precariedade no fornecimento da energia elétrica tem limitado o desenvolvimento da indústria no Piauí por conta das oscilações da energia elétrica. O problema se agrava ainda mais no interior do estado.

Já agora no mês de agosto, a Associação Industrial do Piauí finalizou um dossiê sobre o caos aéreo no estado.

Segundo Gilberto Pedrosa, presidente da Associação, o relatório foi preparado para cobrar do Ministério da Defesa uma solução para o problema, documento será encaminhado ao Ministério por meio do governador Wellington Dias.

De acordo com o dossiê, o Piauí tem prejuízo de R$ 100 milhões por ano em decorrência da falta de vôos para o Estado e principalmente por conta das malhas aeroviárias não atenderem ao desenvolvimento do Estado.

A Associação Industrial do Piauí estima que os R$ 100 milhões perdidos com o caos aéreo poderiam ser revestidos para a geração de riqueza para o Estado, a criação de empregos e o desenvolvimento do turismo.

Desde 1996, os incentivos fiscais atraem diversas indústrias nacionais e estrangeiras, sobretudo químicas, de transformação, têxteis e de extração vegetal. Com isso, ganham novo impulso os distritos industriais de Teresina, Parnaíba, Picos e Floriano.

O setor responde por cerca de 18% do PIB estadual. Estas estatísticas poderiam ainda mais ser maiores casos estes problemas estruturais fossem resolvidos, o que de fato, poderia gerar mais emprego para a população do Estado, principalmente no interior.

Mesmo assim, em declaração para o site de notícias do governo do estado, o presidente da Fiepi, Joaquim Costa Filho, parabenizou o Estado pela promoção de incentivos para atração de investimentos, que, segundo ele, é uma meta perseguida por todo o país e que agora culmina no Piauí com o anúncio oficial da instalação da Suzano.

 

 

 

Magnus Régis
18/08/2008 05:00h
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Verdes Campos Sat
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