O ouvidor da Câmara dos Deputados, Mário Heringer (PDT-MG), divulgou uma análise de quase 400 mensagens de indignação recebidas na Ouvidoria com reclamações sobre o uso da cota de passagens aéreas na Casa. A informação é da Agência Câmara.
Segundo Heringer, algumas pessoas chegaram a sugerir inclusive a volta do regime militar. Ele destacou que mudanças no sentido da transparência devem ser consideradas pela Câmara para atender aos apelos da sociedade.
"Na verdade, em alguns momentos ficamos assim: 'isso não pode, isso não podia, isso não tinha previsão legal, não é ilegal'. Mas a sociedade mudou, ela enxerga muito mais", afirmou. "Na época do regime militar, não tínhamos internet, as coisas não funcionavam, tínhamos um regime que não permitia essa divulgação. Agora, o mundo mudou, a realidade é outra."
As mensagens podem ser enviadas pelo site da Câmara ou por meio de ligação gratuita para o Disque-Câmara.
Na semana passada, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-AP), disse que a apuração sobre a chamada farra das passagens deverá ser arquivada, já que o regimento interno, antes, não proibia esse tipo de prática.
Desta forma, casos como o do deputado Fábio Faria (PMN-RN) - acusado de pagar passagens para a apresentadora Adriane Galisteu, sua ex-namorada, com verba da Câmara - não deverão resultar em nenhum tipo de punição.