Após conquistar o bronze nos 100 m livre dos Jogos Olímpicos de Pequim, César Cielo volta à piscina do Cubo d'Água nesta quinta-feira para tentar a classificação para a final dos 50 m livre, prova que julga ser sua especialidade. Segundo ele próprio, a medalha de ouro é possível.
"Agora vou ganhar os 50 m. Vou buscar a medalha de ouro nos 50 m e me soltar", afirmou.
O brasileiro foi o segundo mais rápido das eliminatórias da distância, fazendo o melhor tempo de sua carreira, 21s46. A marca foi, durante alguns instantes, o recorde olímpico da prova na série seguinte, o francês Amaury Leveaux o superou por um centésimo.
"Hoje [quinta na China] foi mais para me classificar, não estava muito com a cabeça na prova. Eu nem consegui dormir direito, estava ligadão [por causa do bronze]. Amanhã [sexta, quinta à noite no Brasil] vou estar melhor, vou deixar passar toda a adrenalina", afirmou.
Cielo irá nadar a primeira série da semifinal na raia quatro. A prova contará ainda com seu parceiro de pódio nos 100 m livre Eamon Sullivan, que ficou com a prata.
O dia de finais será também especial para Thiago Pereira. Principal nome da natação nos Jogos Pan-Americanos do ano passado, ele terá a sua última chance de conquistar uma medalha em Pequim.
Thiago, que ficou apenas na oitava nos 400 m medley, irá participar da decisão dos 200 m medley. Sua classificação para a final foi obtida com a terceira melhor marca da semifinal 1min58s06.
À frente do brasileiro estão os dois principais nomes da prova na atualidade, os norte-americanos Ryan Lochte e Michael Phelps. O segundo, maior vencedor da história olímpica, busca o seu sexto ouro nos Jogos de Pequim para manter a possibilidade de superar Mark Spitz (sete ouros, em Munique-1972) como maior campeão de uma única edição do evento.
Phelps irá nadar também, já na madrugada de sexta no horário brasileiro, a semifinal dos 100 m borboletas, prova que contará ainda com o brasileiro Kaio Márcio.
A estrela norte-americana da natação ficou na segunda colocação nas eliminatórias. Ele foi superado pelo sérvio Milorad Cavic, que, de quebra, bateu o seu recorde olímpico da distância.