- Denúncias de compra de votos, abuso de poder econômico, uso da máquina pública e dos meios de comunicação estão marcando a campanha à reeleição do prefeito Luís da Amovelar (PDT) para a Prefeitura de Coroatá. O pedetista é acusado pela coligação “Unidos por Coroatá”, que tem a ex-deputada Teresa Murad (PMDB) como candidata a prefeita, de distribuir dinheiro em espécie, doar cestas básicas, material de construção e botijão de gás aos eleitores em troca de votos.
No início da próxima semana, a coligação “Unidos por Coroatá” dará entrada em um processo pedindo a cassação do registro da candidatura de Amovelar. Pelo menos quatro pessoas já prestaram queixa na polícia e registraram em cartório escritura pública afirmando terem recebido dinheiro em espécie do prefeito – uma recebeu R$ 100,00 e as outras R$ 10,00, cada. Elas procuraram a coligação espontaneamente para fazer a denúncia. O dinheiro será anexado ao processo como prova.
O mototaxista José Raimundo Veras Salgado contou a O Estado que sua esposa pediu uma ajuda ao pedetista. Domingo passado ele foi à casa de Amovelar, localizada no centro da cidade, pela terceira vez e conseguiu ser atendido. A fila de pedintes todos os dias no local é grande. Devido aos pedidos, ele só consegue sair da residência por volta do meio-dia após atender todas as pessoas.
Raimundo Veras contou que, após ficar algum tempo na porta da casa, foi chamado pelo prefeito para dentro da residência. “Amigão qual foi a importância que eu prometi dar para sua esposa?”, questionou Amovelar, de acordo com o relato do denunciante. “Foi R$ 100 reais”, respondeu o mototaxista. “Ele estava com R$ 100,00 na mão em notas de R$ 10,00 e me deu todinho. Depois disse que se eu precisasse poderia voltar que ele ajudava de novo”, completou. O mototaxista conta que Amovelar também deu R$ 150,00 a uma nora sua para viajar a Goiânia onde o marido dela, no caso seu filho, trabalha na fábrica da Perdigão.
Caso semelhante aconteceu com a lavradora Luana Pereira dos Santos, 22 anos, casada, mãe de dois filhos, e moradora do bairro Cajueiro. Ela conta que por, volta das 11h do dia 1º deste mês, (segunda-feira) o prefeito fazia uma passeata no bairro e entrou em sua residência acompanhado de assessores. “Ele perguntou se a gente ia votar no 12 (Amovelar) e eu respondi que iríamos votar no 15 (Teresa Murad). Aí ele botou R$ 10,00 na minha mão, outros R$ 10,00 na mão de minha sogra e mais R$ 10,00 não mão da minha sobrinha dizendo que no dia da eleição a gente não esquecesse dele”, afirmou a lavradora.
Ela disse ainda que seu marido, Luís Ferreira dos Santos, que ficou paraplégico após levar uma facada na coluna durante assalto a sua moto, não permitiu que os assessores do pedetista pregassem um cartaz dele na residência do casal. “Meu esposo nem queria pegar na mão dele e me disse que senão fosse deficiente ia dar uma paulada no prefeito”, completou Luana Pereira.