Outro ponto positivo destacado pelo presidente diz respeito aos acidentes de trabalho. "Em 2008 só foi registrado um acidente de trabalho fatal", disse. Segundo ele, a redução nos acidentes é resultado da postura de prevenção assumida pelas empresas. "As empresas tem colaborado e fornecido material de segurança aos funcionários. Além disso, a fiscalização está mais rígida. Infelizmente ainda há empresas que não se preocupam com isso e ainda se recusam a assinar a carteira de trabalho", completou.
O segundo semestre foi o melhor para a construção civil, já que o número de obras foi maior. Raimundo Ibiapina afirma ainda que o reajuste salarial ajudou a amenizar outro problema: o êxodo de trabalhadores para outros estados. "Com um salário melhor eles permanecem aqui", diz. Os estados que mais recebem trabalhadores piauienses são: Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.
Atualmente, o sindicato estima que há cerca de 4 mil trabalhadores da construção civil somente em Teresina. O salário da categoria varia de R$ 635 (profissional) a R$ 453 (servente).
A falta de cursos preparatórios e de qualificação ainda é um déficit do setor no Estado. "Nós já solicitamos ao poder público - estadual e municipal - a abertura de cursos de capacitação, mas até agora não conseguimos", disse Ibiapina. Alguns cursos específicos da área são ofertados pelo Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica), Fundação Wall Ferraz e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).
Para este ano, as expectativas do sindicato local são as melhores. "Esperamos que esta crise não nos afete e que mais empresas invistam no Piauí neste ano. Um único grupo promete construir 4 mil apartamentos em Teresina", disse.
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Luciêne Sampaio