Está publicada na edição de hoje (7) do Diário Oficial da União a lista dos campi que passarão a compor cada um dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.
De acordo com a Portaria n.º 4 do Ministério da Educação, estão incluídas 38 instituições, no total. Fazem parte do grupo o Instituto Federal do Acre - composto pelos campi de Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Sena Madureira -, o Instituto Federal Goiano - formado pelos campi de Rio Verde, Urutaí, Ceres, Morrinhos e Iporá - e o Instituto Federal do Piauí, integrado pelos Campi de Teresina-Central, Teresina-Zona Sul, Floriano, Picos, Parnaíba, Angical, Uruçuí, Corrente, Paulistana, São Raimundo Nonato e Piripi
O Piauí terá 13,2 mil vagas. Os Ifets surgiram a partir da rede federal de educação profissional composta por Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), agrotécnicas e escolas vinculadas às universidades. Os institutos nascem com 168 campi e chegarão a 2010 com 311. Durante este período, as vagas serão ampliadas de 215 mil para 500 mil. Metade das vagas dos institutos será destinada ao ensino médio integrado ao profissional, o que possibilita ao jovem estudante a oportunidade de se formar profissionalmente durante essa etapa de ensino.
Na educação superior, receberão destaque os cursos de engenharia e bacharelados tecnológicos, que contarão com 30% das vagas. Outros 20% serão reservados para licenciaturas em ciências da natureza, com o objetivo de reverter o déficit de professores nas áreas de física, química, matemática e biologia. Também será incentivada a realização de cursos de licenciatura de conteúdos específicos da educação profissional e tecnológica como a formação de professores de mecânica, eletricidade e informática.
Os institutos também terão importante papel nas áreas de pesquisa e extensão, além de estimular o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas e de estender seus beneficios à comunidade.
Os Ifets terão autonomia, nos limites de suas áreas de atuação territorial, para criar e extinguir cursos, bem como registrar diplomas dos cursos oferecidos mediante autorização do seu Conselho Superior. Os Institutos também exercerão a função de instituições acreditadoras e certificadoras de competências profissionais.