A tensão da partida decisiva contra o Flamengo, neste domingo, às 17 horas, no Maracanã, começou há uma semana para o Palmeiras. O momento delicado culminou com a agressão sofrida pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, no embarque para o Rio, na sexta-feira, por integrantes de uma torcida organizada. Se não somar ponto no duelo direto por uma vaga na Libertadores, o time sairá do G-4 e entrará de vez na crise iniciada com a derrota para o Grêmio.
O Palmeiras não teve descanso durante a semana. O clima tenso começou logo após o jogo no Palestra Itália, com uma confusão envolvendo membros do conselho e o técnico palmeirense. Os dias seguintes foram gastos na tentativa de reabilitar o ambiente dentro do vestiário.
O goleiro Marcos pediu desculpas públicas aos companheiros e ao técnico por seu destempero após o gol gremista. Em seguida, foi a vez de a diretoria assegurar a permanência do técnico. O próprio Luxemburgo atestou a tranqüilidade dentro do elenco. Por fim, uma reunião interna entre jogadores, comissão técnica e diretoria aparou as arestas e deu a impressão de que a paz havia sido selada.
Na sexta, porém, o time foi assediado no aeroporto, em São Paulo, por um grupo de 20 integrantes da Mancha Alviverde, que chegaram a agredir Luxemburgo. Toda esta turbulência foi resultado da decepção por uma derrota que praticamente tirou a equipe da briga pelo título do Brasileiro.