A Europa é potencial compradora do mel produzido por pequenos produtores piauienses assistidos pelo Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR). Correspondência assinada pelo importador holandês Istrong, uma organização não-governamental, e pelo Banco Mundial, enviada na segunda-feira (17), ao diretor-presidente do PCPR, Fernando Danda, busca informações sobre a oferta de mel. "Temos a possibilidade concreta de inserir esses produtores no mercado europeu. Isso representa uma mudança importante, porque até agora, o PCPR trabalhava para levar infra-estrutura a essas comunidades. Agora, vamos tratar da comercialização do que produzem", comemorou Danda.
Ele disse que uma missão do Banco Mundial manifestou interesse em vir ao Piauí em janeiro de 2008, trazendo os potenciais compradores europeus. O contato foi feito pelo consultor Internacional da instituição, Luiz Coirolo. Eles visitarão a Via Apis, indústria de processamento de mel instalada pelo Governo em Picos. A Casa Apis agrega valor na produção, no beneficiamento e na comercialização do mel, com vantagens para os pequenos produtores.
Fernando Danda disse que a Casa Apis é hoje uma referência e atrai fornecedores de estados vizinhos. A proposta recebida do Banco Mundial significa um marco para o PCPR, que vem trabalhando há vários anos para estruturar as comunidades rurais no Piauí. "Passamos anos investindo em moradia, saneamento básico, em sistemas de abastecimento de água e projetos produtivos. Agora, chegou o momento dessas comunidades que estavam inseridas na produção iniciarem a comercialização", disse. É o momento da colheita.
Ele disse que a vantagem da Casa Apis nesse processo foi eliminar a figura do intermediário, que procurava tirar vantagens na comercialização. "Nós conseguimos ligar o pequeno produtor diretamente aos compradores, tanto nacionais como internacionais", lembra.
O diretor-presidente do PCPR acrescentou que, a partir de agora, o mel produzido pelos pequenos produtores chegará também aos supermercados piauienses e de outros estados. Não só o mel. O mercado se abre também para os agricultores familiares. "Nós extrapolamos a fase em que apenas atendíamos essas comunidades, para também ajudar na comercialização. Isso nos deixa felizes. A partir de agora, estaremos erradicando a pobreza. A preocupação agora é dar condições de comercialização. Essa é a nova etapa do PCPR para com essas comunidades que estão se emancipando", afirmou.
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Luciêne Sampaio
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