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Expectativa de vida cresce pouco no estado do Maranhão

Relatório divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a expectativa de vida do maranhense é inferior à media geral do Nordeste e do Brasil, considerando aqueles que ultrapassam os 60 anos.

De 1991 a 2007, a faixa máxima de idade estimada do maranhense passou de 78,32 para 79,26 anos. A variação foi de 0,94%, bem abaixo da média nordestina, que cresceu 2,25% no período pesquisado, passando de 77,92 para 80,17 anos. Já a expectativa nacional registrada foi de 78,76 para 81,10 anos, numa alta de 2,34%.

Trata-se da pesquisa intitulada “Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 1980-2050 - Revisão 2008”, também conhecida como “Tábua de Vida”, uma parceria do IBGE e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

No documento, consta que a população masculina maranhense tem expectativa de vida menor que a feminina. Em 1991, a estimativa do homem no Maranhão era de 78,27 anos. Em 2007, o cálculo caiu para 77,54 anos. A variação foi de -0,73%. Já no universo feminino, considerando o mesmo período, a expectativa passou de 78,53 para 81,01 anos, crescimento de 2,48%.

Desde 1999, o IBGE divulga, anualmente, a tábua completa de mortalidade da população brasileira, em cumprimento ao disposto no Artigo 2º do Decreto Presidencial n° 3.266 de 29/11/1999. Os dados da “Tábua de Vida” são utilizados pelo Ministério da Previdência Social no cálculo do fator previdenciário das aposentadorias das pessoas regidas pelo Regime Geral da Previdência Social.

Sobre mortalidade

Ainda de acordo com o relatório do IBGE, no Maranhão a diferença da taxa de mortalidade de homens em relação às mulheres, situados na faixa etária de 20 a 24 anos, cresceu 29,19% entre 1991 e 2007. No Nordeste, em comparação, esta taxa registrou um crescimento de 25,22%. No Brasil, o crescimento foi de 25,7%.

Vale destacar que, no âmbito nacional, a relação entre a mortalidade na faixa etária de 20 a 24 anos era de 3,34 óbitos masculinos para cada falecimento feminino, em 1991. Esta relação passou para 4,2 casos masculinos para cada um feminino em 2007.

Ainda em se tratando do Nordeste, o Piauí foi o estado em que mais cresceu a sobremortalidade masculina, com registro de 46,87% de aumento. No período pesquisado, para cada óbito feminino foi estimado 1,99 masculino em 1991. Já em 2007, para cada morte feminina, foram calculadas 2,96 masculinas. Na Bahia, registrou-se o menor índice de sobremortalidade masculina, da ordem de 7,65%.

Ao nascer

Entre 1991 e 2007, considerando a “expectativa ao nascer” da população do Brasil, o relatório do IBGE destaca que houve aumento de 5 anos, 6 meses e 26 dias na média geral. Isso significa que em 1991 a expectativa de vida do brasileiro era de 67 anos e, em 2007, passou para 72,57 anos.

Em 2006, a esperança de vida para o Brasil era de 72,28 anos e cresceu, portanto, 3 meses e 14 dias no transcurso de 1 ano. O diferencial por sexo que em 1991 era de 7,70 anos experimentou um discreto declínio, passando para 7,62 anos em 2007.

Infantil

De acordo com o relatório do IBGE, a taxa de mortalidade infantil (óbitos de menores de 1 ano de idade a cada mil nascidos vivos) recuou de 45,19‰ em 1991 para 24,32‰ em 2007. Isso representa uma diminuição percentual acima de 46% em 16 anos. Neste sentido, vale destacar que o Brasil tem como meta alcançar até 2015 uma taxa de mortalidade infantil próxima a 15‰.

No Maranhão, a taxa de mortalidade infantil em 1991 era de 73,60‰. Em 2007, essa taxa foi de 39,20‰, uma queda de 46,74%. A projeção do estado é chegar ao patamar de 29,10‰ no ano de 2015. Entretanto, a meta fixada é de 24,4‰, segundo o documento “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” (ODM), assinado pelo Brasil e mais 189 países, em setembro de 2000, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA).

No período pesquisado, o estado nordestino que apresentou maior êxito na redução da mortalidade infantil foi o Ceará, com redução de 71,50‰ pa-ra 29,70‰ (variação de 58,23%). No Nordeste, a redução da referida taxa foi de 71,50‰ em 1991 para 35,60‰ em 2007 (variação de 50,21%).

iMirante
02/12/2008 11:13h
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