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Grupos mostram cultura brasileira nos Folguedos

O Encontro Nacional de Folguedos, que começa nesta sexta-feira, 20, chega à XXXII edição e comprova que este é um dos eventos mais importantes do calendário cultural do Piauí. A sua importância se dá não só pelo fato de levar mais de 250 mil pessoas para o Park Potycabana, mas também por integrar grupos de todos os estados. É uma concentração de grupos folclóricos, que demonstra a diversidade de ritmos, danças e cores do Brasil.

Neste ano, segundo Sônia Terra, presidente da Fundação Cultural do Piauí (Fundac), houve maior procura dos municípios do Piauí, já que 30 cidades estão enviando grupos de dança e reisado para o Park Potycabana. “Este ano são 180 grupos que participam do Encontro Nacional de Folguedos”, disse Sônia, declarando que este evento é uma vitrine cultural do Brasil.

A cada ano, o Encontro Nacional de Folguedos, que já foi realizado na Prainha, atrai um número maior de pessoas e mesmo não ocorrendo disputa de grupos, a festa é importante para os estados por ser um momento de intercâmbio e troca de experiência.

Promovido pelo Governo do Estado, através da Fundac, o Encontro Nacional de Folguedos gera emprego e renda para os teresinenses. Toda extensão do Park Potycabana estará repleta de bancas de comidas típicas, que este ano, estarão padronizadas, sendo uma oportunidade para conferir os sabores do Piauí.

Neste ano, além do palco principal para apresentação dos grupos folclóricos, há o Palco das Tradições onde haverá festivais de forró, de dança e apresentação de violeiros. “Essa era uma demanda muito grande do público”, diz Sônia Terra, afirmando que nesta edição, a exposição com telas sobre o folclore chinês também está incluída na programação. Essa mostra é realizada na Galeria do Clube dos Diários.

Zambiapunga

Vindo da Bahia, o Zambiapunga garantiu, pela primeira vez, sua participação no evento. Com seus componentes e instrumental distribuídos em três filas, o grupo se apresenta tradicionalmente entre 4 a 7 horas, no dia 1° de novembro, quando se festeja o Dia de Todos os Santos.

O som é o mais original possível. O grupo desperta a comunidade ao som de enxadas, assopros de búzios, tambores e berra-bois. Com um ritmo tão agitado, os artistas dançam mascarados, com chapéus afunilados, camisas brilhantes e calças com fitas coloridas.

Zambiapunga, segundo os historiadores, era o culto dos africanos da etnia banto, originária da Angola.

O grupo vai encantar o Piauí com sua apresentação, que tem a vibração dos instrumentos e a graça das vestes e dos movimentos.

Xaxado Pisada do Sertão

Criado em outubro de 2004, através de projeto social desenvolvido pela Prefeitura de Poço José Moura, na Paraíba, o grupo tem como proposta trabalhar o resgate cultural as raízes folclóricas, buscando a auto-estima da sociedade.

Com direção e coreografia de Ana Neiry de Moura, o grupo conta com 18 integrantes, incluindo dançarinos, diretores e músicos. Para o Piauí, ele traz o espetáculo Pisada do Sertão, em que evidencia a grandiosidade do cangaço.

O grupo utiliza o folguedo, o teatro e a música para contar aspectos da história do Lampião e sua gente. Na dança, Xaxado Pisada do Sertão destaca a bravura do homem sertanejo e revela o xaxado como dança de guerra e entretenimento criado pelos cangaceiros de Lampião. Sangue e violência não foram incluídos no roteiro do espetáculo.

Txai

De Fortaleza, a Companhia de Dança Txai vem dançar com seus 28 integrantes, compreendendo músicos e bailarinos. No palco, ele destaca os mais diferentes aspectos da cultura popular brasileira.

Baseado em pesquisas históricas, o grupo mergulha no folclore nacional e internacional, valoriza os talentos da terra e com um trabalho de qualidade, tornou-se um das atrações turísticas da capital cearense, fazendo apresentações em congressos, casas de show, convenções, workshop, festas e atividades em escolas.

Com direção de Lairton Guedes, coreógrafo premiado pela Associação Brasileira de Incentivo à Qualidade, o grupo tem em seu repertório a montagem dos espetáculos Uma metade de mim, Dançando o Nordeste, Ceará: nossa arte nossa cultura e Raça Brasil.

No histórico do grupo, participação no V e VI Festival de Dança do Recife, Festival de Dança de Fortaleza, dançou na cidade de Porto, em Portugal, participou do Congresso Nacional de Guias de Turismo em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. O grupo se apresentou ainda na cidade de Santiago, no Chile.

Tico Show


Fundada em maio de 1984, a quadrilha foi fundada no bairro Mangabeira, em João Pessoa (PB). O grupo tem participado das três últimas edições do Encontro Nacional de Folguedos e encanta o público com o figurino colorido e com seu ritmo eletrizante.

O grupo surgiu a partir da necessidade dos moradores do bairro em comemorar a festa junina. O que no início era apenas diversão ganhou, com o passar dos anos, qualidade e profissionalismo para fazer apresentações em João Pessoa, outras cidades e estados.

Tambolelê

Grupo essencialmente percussivo, o Tambolelê foi criado em 1995, durante o Festival de Arte Negra, em Minas Gerais.

Considerado um dos mais importantes do Brasil, o grupo é formado por Santonne Lobato, Sérgio Pererê e Geovane Sassá e tem como proposta registrar os ritmos afro-mineiros, trazendo novas leituras musicais em torno do imaginário presente na cultura popular brasileira.

O grupo pesquisa as novas tendências do universo percussivo, fazendo uso de instrumentos convencionais e não-convencionais produzidos pelos próprios integrantes.

Com um som diferente, o Tambolelê participou do BH Fashion Week, produzindo a trilha sonora ao vivo do desfile da estilista Graça Ottoni.

Em sua carreira, o Tambolelê gravou o primeiro CD em 2001, com o mesmo nome do grupo e em junho de 2004, brindou o público com o disco Kianda, com participação de Chico César e Maurício Tizumba.

Em 2005, quando completou 10 anos de existência, o Tambolelê ganhou Milton Nascimento como padrinho, quando acompanhou o cantor em shows realizado em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Nova York.

Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas

Grupo de pesquisa e produção cultural sem fins lucrativos, o Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas foi fundado em agosto de 1996, com a finalidade de congregar jovens dispostos a viver a cultura nordestina, especialmente a cearense e se inspira nos grupos de cultura nativa.


No Encontro Nacional de Folguedos, o grupo apresenta o espetáculo Alma Cearense, em que mostra as danças tradicionais cearenses e nordestinas, intercaladas por músicas do cancioneiro popular e poesias matutas.

Grupo Folclórico Paixão Proibida

Santa Inês, no Maranhão, marca presença no Encontro Nacional de Folguedos através do Grupo Folclórico Paixão Proibida, formado em março de 1996, com a finalidade de resgatar a cultura afro-brasileira.

Com direção da coreógrafa Elcinha dos Santos Silva, o grupo atua em comunidades carentes e proporciona aos jovens a oportunidade de vivenciar a arte.

Pagode do Mimbó

Natural de Amarante, o grupo já participou do Encontro Nacional de Folguedos. Na cidade, raro é o sábado em que não se ouve o batuque da comunidade nos arredores ou em qualquer terreiro da beira do rio Canindé ou Parnaíba.

Dançar pagode é uma tradição que vem do tempo da escravidão e está muito presente na comunidade Mimbó, em que dois cantadores dão o ritmo nos tambores ou caixotes improvisados, cantando cantigas tradicionais ou improvisando versos em duas vozes.

Na coreografia, cada par improvisa seus rodopios, sapateia e faz os gingados. As mulheres requebram, enquanto os homens fazem o galanteio.

Grupo Moara

Um dos mais conhecidos no Piauí, o Moara, de Belém, tem como símbolo o sol e o pássaro. Moara significa liberdade e o grupo faz jus ao nome, pois expressa os valores culturais através das músicas e danças do folclore amazônico.

O grupo de Tradições Folclóricas Moara desenvolve há 35 anos atividades pedagógicas e tem como sede a escola de Ensino Fundamental e Médio Dr. Justo Chermont.

Maria da Inglaterra

Ela tem CD gravado e vem de Luzilândia (PI). Maria da Inglaterra é uma das mais representativas da cultura popular do Estado.

Autora de 1.252 músicas, a primeira apresentação da artista para o público foi no Festival da Universidade Federal do Piauí em 1974, sendo classificada entre os melhores candidatos. Seu maior sucesso é Peru Rodou.

A artista, que já esteve no Encontro Nacional de Folguedos, participou do Projeto Pixingão no Rio de Janeiro e também do Rumos Itaú Cultural.

Mapinguari


Com apenas 5 anos de existência, o grupo de Tradições Amazônicas Mapinguari tem trabalho voltado para o folclore amazônico e paraense, com uma visão mais contemporânea, mas preservando as raízes culturais do homem da Amazônia.

Nas coreografias, o grupo oferece danças folclóricas, mitos, lendas e um conjunto de manifestações estéticas das camadas populares do Pará e do Amazonas.

Macambirais

Dirigido por Edílson Soares (coreografia) e Cida Raimundo (figurino), o Grupo Macambirais nasceu em 2001, e apresenta o Rio Grande do Norte de todas as raças. O grupo traz para Teresina a sua segunda montagem cênica, com as danças do coco-de-roda, danças do araruna, alto do boi de reis e finaliza com danças de salão.

Forró de Candeeiro e Dandiê

É um grupo de forró pé-de-serra do bairro Água Mineral, em Teresina, que nasceu em 1995, a partir da Banda de Pífanos de Teresina.

Dirigida por Agenor Abreu, Forró de Candeeiro já tem CD gravado e agora está participando da gravação do DVD do grupo Dandiê, que é formado por crianças e adolescentes dos bairros Água Mineral, Risoleta Neves e Real Copagre.

O principal objetivo do grupo é mostrar através da dança, a cultura, os costumes e o folclore piauiense.

O grupo nasceu em razão da necessidade de mostrar as danças folclóricas, mostrando suas origens e como vem sendo transmitida a várias gerações. Destaques para o baião, sapateado, o pisa na fulô, cavalo piancó e rodas de São Benedito e São Gonçalo.

Corpo de Dança da Uespi

Criado pelas professoras Vânia Mendes e Solange Maria Ribeiro, o Corpo de Dança da Uespi surgiu a partir de um projeto de pesquisa e extensão. O objetivo é pesquisar e divulgar o folclore piauiense.

Coral de Vaqueiros

Fundado em 1988, com 30 vaqueiros, o Coral de Vaqueiros de União é uma das expressões da cultura piauiense. Em 1996, ganhou o reforço de sanfoneiros, o que deixou as apresentações mais belas e dinâmicas.

Administrado pela Associação de Vaqueiros de União, o coral é regido pelo maestro Emmanuel Coelho e já se apresentou na Batalha do Jenipapo e neste ano, faz a abertura do Encontro Nacional de Folguedos.
CCOM
20/06/2008 17:48h
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