A Justiça Federal em Alagoas decretou a indisponibilidade dos bens dos ex-governadores do estado Ronaldo Lessa e Luís Abílio de Souza, do deputado Maurício Quintella Lessa (PR-PE) e de mais 12 pessoas. As informações foram repassadas pelo Ministério Público Federal (MPF).
O bloqueio foi pedido devido a uma ação de improbidade administrativa que apura suposto desvio de recursos federais repassados para a Secretaria Estadual de Educação e pede a devolução de cerca de R$ 200 milhões.
De acordo com o procurador da República Paulo Rogerto Olegário de Sousa, a Justiça Federal concedeu prazo de 15 dias para a defesa das pessoas citadas. Somente após esse prazo, a Justiça deverá decidir se aceita ou não a ação. A liminar que decretou a indisponibilidade dos bens foi determinada na segunda (1º).
O MPF diz que houve desvios em recursos de programas como merenda escolar, livro didático, na contratação de uma entidade que gerenciou o transporte escolar, na contratação de professores e na transferência de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundef) para a conta do governo estadual para pagamento de servidores.
Outro lado
O ex-governador Ronaldo Lessa criticou a divulgação da decisão e disse acreditar que há uma “perseguição” contra ele.
Lessa disse desconhecer as acusações e afirmou que, se irregularidades foram praticadas por algum servidor em seu governo, deseja que sejam apuradas. “Nunca passei a mão em cima de safadeza”, reagiu.
O G1 está tentando contato com o ex-governador Luis Abílio. A reportagem ligou para a assessoria de Maurício Quintela, que foi secretário na gestão de Lessa, e aguarda resposta.
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Mauro Veras