O médico Conrad Murray foi acusado formalmente de "homicídio involuntário" (culposo) na morte de Michael Jackson, de acordo com agências de notícias.
A acusação dos promotores diz que Murray "matou, sem malícia e contra a lei", Michael Jackson. Se condenado, ele pode pegar até quatro anos de prisão.
Murray, que já previa o indiciamento, deve se apresentar à corte do aeroporto de Los Angeles às 13h locais (19h em Brasília).
Seus advogados já afirmaram que ele deve se declarar inocente das acusações.
À polícia, o cardiologista já afirmou que administrou propofol a Michael Jackson na véspera de sua morte. O poderoso anestésico, aliado a outros medicamentos, aparece como causa da morte do popstar em relatórios forenses.
O site de celebridades TMZ divulgou o documento da acusação. Veja abaixo:
Médico particular
Murray havia sido contratado por Michael Jackson para cuidar de sua saúde durante os preparativos da turnê This Is It, que marcaria a despedida do astro dos palcos e tinha início marcado para julho, dias após a morte do cantor.
Segundo documentos policiais divulgados pela imprensa na época das investigações, Murray disse aos detetives que tratou o astro de insônia por cerca de seis semanas antes de sua morte. Ele estava dando a Jackson 50 miligramas de propofol todas as noites por meio intravenoso.
Murray disse aos investigadores que temia que Jackson se tornasse viciado e teria começado a tentar afastar o astro das drogas. Ele então diminuiu a dosagem para 25 miligramas e passou a misturar propofol com outras duas substâncias sedativas, lorazepam e midazolam. Em 23 de junho, dois dias antes da morte do cantor, ele deu a Michael essas duas substâncias, sem o proprio.
Na manhã em que Jackson morreu, Murray tentou induzi-lo ao sono sem usar propofol, de acordo com o documento. Ele disse ter ministrado valium à 1h30 e, sem sucesso, deu a ele uma injeção de lorazepam às 2h. Às 3h, quando Michael ainda estava acordado, Murray ministrou uma dose de midazolam.
Ao longo das horas seguintes, Murray disse que deu a Jackson várias drogas até que, às 10h40, ele ministrou 25 miligramas de propofol depois de Jackson ter pedido a droga repetidamente.
Sem dormir
Murray assegurou que Michael Jackson tinha pedido reiteradamente que fosse aplicado esse anestésico. O artista então dormiu e o médico saiu para fazer algumas ligações telefônicas, segundo contou à polícia.
Empregos & Concursos
Charges & Piadas
Arrastão
Opinião TV Canal 13
Luciêne Sampaio