Estudantes que têm uma participação religiosa mais ativa são os mais preconceituosos em relação aos colegas homossexuais. Comparando com os alunos em geral, a porcentagem de variação da atitude discriminatória é 6,1% maior no grupo religioso.
Por outro lado, quanto mais os alunos tiverem acesso à mídia menos atitudes discriminatórias terão. Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (17) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) feita para o Ministério da Educação (MEC), a cada ponto em que a pessoa é exposta à informação, numa escala de 1 a 9, o nível de preconceito diminui em 0,8%.
“O estudo nos mostra que o preconceito está disseminado nas escolas entre alunos, professores e familiares”, afirma José Afonso Mazzon, professor da FEA-USP e coordenador do trabalho.
“Além disso, eles têm uma percepção de que são menos preconceituosos do que realmente o são: 99,3% dos entrevistados manifestaram algum tipo de preconceito e 99,9% desejam manter certa distância de determinados grupos.”
Quando Francisco Cabral dos Santos Filho era criança, ele sentiu na pele o preconceito por causa da sua condição social. “Meu pai estava desempregado e minha família não tinha como comprar roupa com freqüência e eu ia para a escola com o uniforme remendado e tênis furado. Era uma fase muito difícil. Muitas vezes fiquei dentro da sala durante o recreio para que não tirassem sarro da minha cara.”
Para Marcelo Pereira dos Santos, 22 anos, que é gay, o problema era outro. “Uma vez, quando participava do grêmio da minha escola, fui falar para uma sala lotada e os estudantes começaram a me xingar de “bichinha” e “viado” e me senti muito humilhado”, conta.
Na opinião dele, falta preparo dos professores e da escola para abordar o assunto em sala. “Esses temas que são tabu não são nem mencionados. Não há nem orientação sexual.”
Empregos & Concursos
Charges & Piadas
Luciêne Sampaio
Culinária
Arrastão