Este ano, a Universidade Federal do Piauí oferta 650 novas vagas para vestibular, distribuídas em seis novos cursos: Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Bacharelado em Moda, Estatística e Licenciatura em Ciências da Natureza.
O aumento considerável no número de vagas tem amedrontado os alunos da instituição, uma vez que com a quantidade de estudantes que a universidade possui hoje, já há problemas com relação à superlotação e falta de salas de aula.
O CCHL (Centro de Ciências Humanas e Letras) é o que mais sofre com a falta de estrutura. “Muitas vezes o que se vê aqui no CCHL são filas. Sabe por quê? Um professor vai dar aula, chega na sala e vê que está ocupada, então ele sai andando atrás de outra sala e vai uma porção de alunos atrás dele. Parece piada, mas é comum isso por aqui”, reclama o estudante Lucas, do curso de Direito.
Recentemente reformado, o CCHL ganhou melhorias nas salas de aula e um laboratório de informática. No entanto, não foram construídas novas salas. “Eles reformaram porque acham que assim o espaço vai aumentar. Será que ninguém entende que se não tiver mais sala não adianta reformar? Temos que ter mais salas, tem muita turma pra pouco espaço”, explica Lucas.
Entre os alunos do CCE (Centro de Ciências da Educação), o medo não é tão diferente. O CCE possui apenas quatro cursos: Comunicação Social, Pedagogia e Artes. Porém, ocorre o mesmo problema com relação às salas de aula e, em alguns casos os professores optam por lecionarem na sala de reuniões do departamento.
A reitoria
A equipe de reportagem do Tvcanal13.com procurou o reitor, Luis de Sousa Santos Júnior para falr sobre o assunto.
De acordo com ele, toda a expansão da UFPI foi estudada e está sendo financiada pelo Governo Federal. Luís Júnior afirma ainda que estão sendo construídas 12 novas salas e que é necessária uma redistribuição de espaços.
“Algumas unidades não tem aula por não ter alunos. Nesse caso, as salas não podem ser ocupadas por outros setores. É um absurdo existir ‘donos’ de setores. Isso tem que acabar. Se está sobrando espaço, redistribuiremos o espaço. Colocaremos os cursos que não têm salas para funcionarem lá”, explica o reitor.
Luis Júnior garante que os novos cursos funcionarão em prédios novos, para que não haja incômodo entre os cursos que já funcionam. “Não há com o que se preocupar, não vamos transformar nada para pior e sim para melhor. Os nossos alunos não serão prejudicados”.
O reitor afirma ainda que o Governo Federal está sensível às deficiências da Universidade Federal e à falta de investimentos na educação brasileira. “Agora, finalmente, os recursos estão vindo. Com o que temos agora pudemos dobrar o número de vagas que existia a quatro anos atrás”
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Mauro Veras