O cabo William de Paula e o soldado Elias Gonçalves da Costa Neto são acusados de atirar contra o carro em que João Roberto estava, no dia 6 de julho, na Tijuca, na zona norte da capital, em meio a uma perseguição policial. Eles teriam confundido o veículo da família da criança com um carro de criminosos.
O pai de João Roberto foi retirado da sala de audiência pelos advogados. Os depoimentos começaram por volta das 14h20, com uma hora e 20 minutos de atraso. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), 18 testemunhas de defesa e acusação deveriam ser ouvidas hoje. Contudo, enquanto a oitiva não for encerrada, o TJ não informará quantas pessoas depuseram e suas identididades. Não há previsão para o término dos depoimentos hoje.
A mãe do menino, a advogada Alessandra Amorim Soares, foi a primeira a depor. Já o pai foi dispensado, por descontrole emocional.
Também prestaram depoimento até as 17h, dois moradores da rua General Espírito Santo Cardoso, onde ocorreu o tiroteio. Um deles ajudou a cuidar do filho mais novo de Alessandra, enquanto ela levava o menino baleado na cabeça para o hospital em um carro da PM.
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