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Pai de João Roberto chama PMs de assassinos em júri

O pai do menino João Roberto, Paulo Roberto Soares, chamou os dois policiais militares acusados da morte do menino de 3 anos de "assassinos", nesta tarde, durante a segunda audiência do caso, no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro. "Assassinos. O que vocês fizeram foi covardia. Mataram meu filho, uma criança indefesa. Não consigo mais dormir, não consigo mais comer", gritou.

O cabo William de Paula e o soldado Elias Gonçalves da Costa Neto são acusados de atirar contra o carro em que João Roberto estava, no dia 6 de julho, na Tijuca, na zona norte da capital, em meio a uma perseguição policial. Eles teriam confundido o veículo da família da criança com um carro de criminosos.

O pai de João Roberto foi retirado da sala de audiência pelos advogados. Os depoimentos começaram por volta das 14h20, com uma hora e 20 minutos de atraso. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), 18 testemunhas de defesa e acusação deveriam ser ouvidas hoje. Contudo, enquanto a oitiva não for encerrada, o TJ não informará quantas pessoas depuseram e suas identididades. Não há previsão para o término dos depoimentos hoje.

A mãe do menino, a advogada Alessandra Amorim Soares, foi a primeira a depor. Já o pai foi dispensado, por descontrole emocional.

Também prestaram depoimento até as 17h, dois moradores da rua General Espírito Santo Cardoso, onde ocorreu o tiroteio. Um deles ajudou a cuidar do filho mais novo de Alessandra, enquanto ela levava o menino baleado na cabeça para o hospital em um carro da PM.

 

Terra
01/09/2008 22:30h
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