O Piauí tem a melhor estrutura apícola do País. A avaliação é resultado de um estudo do Banco Mundial e foi divulgada recentemente em encontro que aconteceu em Recife entre o Banco Mundial, os 10 PCPRs do Brasil e a ONG holandesa Strong. A Casa Apis, na cidade de Picos, no Sul do Estado, é tida como referência sul-americana e hoje congrega diversas associações e cooperativas para o beneficiamento, homogenização e exportação do mel que é produzido no Estado e brevemente em estados vizinhos, como a Bahia.
De acordo com o diretor executivo do PCPR, Fernando Danda, após o encontro, o presidente da Casa Apis, Sitonho Filho, reuniu-se com técnicos do PCPR da Bahia a convite do governador baiano para que o mel daquele estado seja beneficiado na Casa Apis do Piauí. “Hoje, Bahia, Ceará e Pernambuco, por exemplo, não têm estrutura como a Casa Apis. O que o Piauí propôs no encontro foi trabalhar na Casa Apis com todos esses estados”, explica Danda.
Segundo ele, a proposta é que a estrutura, que hoje não atua em sua capacidade máxima, possibilite a homogenização e exportação do mel baiano. “Só quem tem isso aqui é a Casa Apis, então, estamos negociando o mel da Bahia com a Casa Apis. O PCPR e o Governo do Estado estão dando esse mecanismo para que a Casa Apis possa fazer isso com outros estados. Na Casa Apis o mel será beneficiado através de uma instituição que foi financiada pela Fundação Banco do Brasil e teve o apoio do Sebrae e do Governo do Estado através do Emater SDR, Seplan, PCPR e diversos órgãos estaduais e outros parceiros”, explica.
Segundo Fernando Danda, o Banco Mundial e a Strong já entraram em contato com a Casa Apis e já há compradores europeus para o mel da Casa Apis. “Nisso nós tivemos um avanço muito grande e agora vamos começar a trabalhar parcerias entre Sebrae e Casa Apis para trabalharmos um conjunto de beneficiamento de mel com toda infra-estrutura e equipamentos para que eles possam produzir mais, pois a oferta é maior que a demanda. A Casa Apis pode chegar a duas mil toneladas de mel”, diz.
“Estamos trabalhando de maneira integrada com as associações, as cooperativas e com o Banco Mundial para que possamos inserir o mel no mercado externo. Estamos trabalhando junto com o Banco Mundial para valorização do produto do pequeno agricultor”, diz Fernando Danda, acrescentando que esse é um trabalho histórico que o PCPR vem fazendo com as associações de pequenos agricultores.
Opinião TV Canal 13
Arrastão
Luciêne Sampaio
Charges & Piadas
Empregos & Concursos