O ex-membro da Central de Controle e Contratos da Emgerpi, Jaylles José Ribeiro, pediu proteção de vida ao Ministério Público Federal. Ele esteve com o procurador Kelston Lages falando sobre o assunto. Jaylles disse que precisa de segurança, porque se sente ameaçado. Ele afirmou que sua família fazia oposição ao ex-prefeito de Esperantina, Felipe Santolia, e que é evangélico.
Jaylles Ribeiro afirmou que não tem nenhum tipo de ligação com o ex-prefeito de Esperantina, Felipe Santolia, e que sua família fazia oposição a ele no município. “Não tenho ligação nenhuma com ele. Isso é para tentar me desqualificar, porque a doutora Lucile disse que iria acabar com a minha imagem na minha cidade e no Estado, para que eu ficasse desmoralizado e não encontrasse nenhum emprego”, comentou.
Segundo ele, todas as denúncias foram feitas com base em documentos. “O que eu queria era minha transferência de lá, porque via os desmandos, os descontroles e fiquei com medo do que pudesse acontecer. Eu sou filiado ao PT, meu pai também e tenho uma tia que é vereadora de oposição a Santolia. Meu tio foi candidato a vice-prefeito na chapa do José Ivaldo. Não existe esta história de ligação política ou de qualquer outra natureza. Eu sou evangélico”, assegurou.
Jaylles Ribeiro afirmou que toda a diretoria financeira da Emgerpi foi demitida quando os 20 cheques da empresa voltaram num único dia. “Ela disse que tinha que colocar a culpa em alguém. Mas lá tinha dia que voltava cheque até de R$ 50 pelo descontrole financeiro. A Emgerpi tem 91 contas diferentes para fazer movimentação financeira. Eu fazia isso todo dia, tirava os extratos e levava para ela”, explicou.
Governo divulga e depois nega demissão de Lucile Moura
Quem acompanhou ontem, o desdobramento das denúncias contra o Governo do Estado e viu o líder do PT, deputado João de Deus, anunciar pela televisão o pedido de afastamento da diretora da Emgerpi, Lucile Moura, ficou imaginando: os petistas voltaram às suas origens de pregação da legalidade, da moralidade e da transparência dos tempos em que estavam fora do poder.
Mas, se houve o que houve, foi por pouco tempo. Logo depois do anúncio da queda da presidente da Emgerpi, a Coordenadoria de Comunicação lançava uma nota informando que ela continuava no governo.
Consultada pela base aliada do Governo sobre as denúncias feitas por um ex-comissionado da Emgerpi, a Presidente se prontificou a ir prestar esclarecimentos aos deputados sem nenhum problema. Ela lembra que quando foi Secretária de Administração foi convocada 4 vezes por esta casa e sempre compareceu para prestar os devidos esclarecimentos.
Lucile Moura ressalta que está disponível para prestar esclarecimentos a todas as instâncias que se fizerem legítimas. Ela continua a frente da Emgerpi gerenciando as atividades da empresa e trabalhando para a execução de obras e outros serviços para o desenvolvimento do Piauí.
Na Assembléia Legislativa, durante uma discussão em plenário sobre as denúncias contra o governo, o deputado Mauro Tapety (PMDB) também deu a informação da saída da secretária. O seu aparte foi transmitido ao vivo pela TV Assembléia. Os deputados da bancada do governo não contestaram a informação dada pelo parlamentar oposicionista.
Governo derrota oposição na Alepi e evita a convocação do ex-servidor
O deputado Roncalli Paulo (PSDB) pediu proteção de vida para o ex-membro da Central de Controle de Contratos e Convênios da Emgerpi, Jaylles José Ribeiro Fenelon, que denunciou um possível esquema de corrupção no Governo. A bancada do Governo derrubou ontem em plenário um requerimento de autoria do deputado Tererê pedindo a convocação de Jaylles. Os deputados da oposição adotaram outra estratégia e irão convocar o ex-servidor para prestar informações à Comissão de Constituição e Justiça sobre as denúncias formalizadas no Ministério Público Federal. Jaylles Ribeiro deve comparecer à Assembléia Legislativa antes da presidente da Emgerpi, Lucile Moura, que foi convocada para o dia 6.
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