O prefeito eleito de Curimatá, José Arlindo da Silva Filho, o “Gordo do Tomate”, foi transferido ontem da Casa de Custódia, no bairro Km-7, na zona Sul de Teresina para a delegacia do município de Escada (PE), por decisão judicial. Ele foi preso por força de um mandado de prisão expedido pelo juiz daquela comarca, como acusado de envolvimento em uma quadrilha especializada em assaltos a cargas com atuação em vários estados.
"Gordo do Tombate" foi preso por uma equipe da Comissão de Combate às Ações do Crime Organizado - Cico, quando se encontrava no Sítio Recanto da Gávea, de propriedade do advogado Haroldo Vasconcelos, localizado no povoado Santa Teresa, na zona rural de Teresina.
Contra o mesmo existiam cinco mandados de prisões expedidos pela justiça per-nambucana, mas o seu advogado José Ribamar da Rocha Neiva conseguiu revogar três deles, mas ainda existem dois.
O recambiamento foi feito por agentes do Grupo Especial de Operações - GEO, da Secretaria de Justiça, sob um forte esquema de segurança. O trabalho foi mantido em sigilo para evitar problemas, até porque, a polícia tem conhecimento de que o prefeito eleito é acusado de envolvimento com uma quadrilha organizada e considerada perigosa, não descartando a hipótese de resgate.
Agentes penitenciários lotados na Casa de Custódia denunciaram na manhã de ontem no Sindicato dos Policiais Civis e Servidores Penitenciários - Sinpoljuspi que o preso "Gordo do Tomate" estava sendo tratado com regalias.
Segundo a denúncia, uma das regalias é que, na Casa de Custódia, o prefeito eleito havia sido colocado no pavilhão especial “A”, que é destinado apenas a pessoas com curso superior ou policiais civis. Outra irregularidade é que as visitas que “Gordo do Tomate” recebe não estão sendo revistadas. Várias visitas ameaçaram os agente que responsáveis pelas vistorias. Teriam dito “ai de quem revistar a gente, vai ter que se ver com o deputado”, isto na frente de visitantes de outros detentos.
Arrastão
Opinião TV Canal 13
Charges & Piadas
Empregos & Concursos
Mauro Veras