A seção Judiciária do Piauí tem treze processos contra o padre José Herculano de Negreiros, atual prefeito de São Raimundo Nonato. A maioria dos processos é por improbidade administrativa durante a gestão que se encerrou em 2000. As ações tramitam na 2ª Vara Federal e foram impetradas pelo Ministério Público Federal. O ex-prefeito de São Raimundo Nonato, Avelar Ferrerira, afirmou que o município vai ficar inadimplente porque os treze processos contra o padre, que voltou a ser prefeito, vão impedir o Negreiros assine novos convênios e arque com os compromissos do município.
Avelar disse que não tinha inadimplência em São Raimundo no seu mandato. "A obra que fizemos pela Funasa foi conclusa, todas as metas foram cumpridas e entregues. Fizemos a urbanização da entrada da cidade que é financiada e fiscalizada pela Caixa Econômica. São feitas por etapas. E a Caixa só paga depois da obra feita", explicou.
Segundo ele, o débito com a Agespisa vem desde janeiro de 97 até 2000. Ele não pagou e o contrato de comodato da Agespisa com a Prefeitura de São Raimundo estava vencido. A Agespisa não estava operando na cidade. "Quanto ao INSS , não temos débitos . A dívida que o padre deixou, parcelamos e a cada dia 10 é descontado R$ 134.514,30 para o INSS. Nós temos cerca de 400 servidores efetivos no município", informou o ex-prefeito, ao lado do seu irmão, o deputado Edson Ferreira.
Avelar Ferreira informou que a Câmara Municipal de São Raimundo esteve inadimplente, porque utilizava o CNPJ da Prefeitura, mas que o município tem que se desvincular disso através da Justiça. "Quanto ao 13º, pagamos todos os servidores, uns receberam a metade na data do aniversário e os professores receberam até o 14º, um abono. Não existe funcionário com salário atrasado. Na Saúde, não pagamos, mas deixamos o dinheiro, R$ 528 mil em caixa, para fazer os pagamentos devidos.", completou.
O débito com a Cepisa foi parcelado e pago. "O débito foi quitado em 31 de dezembro de 2007. "Se há outra cobrança não sabemos. Também não entendemos porque o pedido de auditoria ou denúncia ao Ministério Público. Nossas contas foram aprovadas no Tribunal de Contas e na Câmara Municipal. Alcançamos todos os índices. As contas do padre Herculano, três anos de gestão, foram rejeitadas na Câmara e no Tribunal de Contas. Ele tem treze processo por improbidade administrativa. Ainda tem três tomadas de contas especial do Ministério da Educação e da Funasa", adiantou.
Segundo ele, o município vai ser inscrito no Siafi (Sistema de
Acompanhamento da Administração Financeira), porque os processos contra ele voltam à gestão e geram a inadimplência, impedindo firmar novos convênios. "O gestor está inadimplente e responde a vários processos de improbidade administrativa. Esta história do padre é só discurso para a platéia", finalizou Avelar Ferreira.
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