Após paralisação no mês de janeiro, os Policias Civis do Estado do Piauí farão uma assembléia geral amanhã (09) na Praça Saraiva para decidir se a categoria vai deflagrar ou não greve por tempo indeterminado no Estado do Piauí.
Segundo informações do presidente do Sinpolpi, Cristiano Ribeiro, durante entrevista ao
Jornal Verdes Campos Sat 2ª edição da Rede de Rádio Verdes Campos Sat, as principais reivindicações da categoria são: o salário, o valor do ticket alimentação, que está há oito anos sem acréscimo, tarefas que não competem à classe, como a custódia dos presos e as condições de trabalho.
Caso o governo não queria negociar as cidades do interior e capital irão ter um carnaval sem policiais nas delegacias.
"A categoria tenta negociar com o governo para tentar diminuir a diferença do piso salarial. Nossa intenção é apontar problemas, e soluções, pois nos preocupamos também com a sociedade, consideramos muito injusto abono salarial que o governo do Estado concedeu aos delgados no final do ano e não concedeu nada aos policiais", afirmou o presidente.
No final do ano o governo do Estado deu um abono salarial no valor de R$ 1.800 para os delegados, o que a categoria dos policiais considera injusta. Os policiais ainda reclamam da diferença de nível entre os delgados e a categoria que segundo Cristiano era de 44% em 2001 e hoje a diferença chegar a 600%.
O presidente disse ainda que o secretário de segurança, Robert Rios poderia tentar resolver a situação, porém tem procurado se abster do assunto. “Ele ( Robert Rios) não diz nada, não faz nada pelos policiais”.
Segundo Cristiano no Estado do Piauí existem 1476 policiais, porém precisaria de mais 1500 para garantir toda segurança aos piauienses.