Em visita à Teresina para participar do III Fórum de Administração do Instituto Camilo Filho, o professor doutor Antônio Carlos Aidar Sauaia, trouxe experiências de 22 anos de docência a serem compartilhadas com professores do Piauí.
Na oficina ministrada por Sauaia o principal desafio é transpor as aulas expositivas dando a elas um formato dinâmico, baseada em jogos empresariais onde se aprende fazendo. Como bem define o educador a iniciativa é marcada por “professores sendo alunos”.
O Fórum tem como objetivo capacitar os professores e alunos, através de várias atividades realizadas até a próxima sexta-feira no auditório do Sebrae e nas dependências do Instituto Camilo Filho.
Segundo o professor Sauaia que ministra aulas na USP o objetivo do seu trabalho é trazer atividades práticas para a academia e que possam ser usadas nas organizações. Sauaia se auto define como um estudante profissional. “Sou alguém que estuda com os alunos para aprender junto com eles. Aprender sobre as teorias, sobre as pessoas, e sobre si mesmo, aprender quem é o sujeito da atividade vivencial” revelou.
Essa atividade que está sendo trazida para Teresina é a primeira iniciativa de saída de São Paulo para uma capital brasileira. “Eu tenho um projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP, órgão de fomento de São Paulo e pela USP, além da editora de meu livro”. O objeto do professor é levar a mensagem de uma nova metodologia de ensino as 27 capitais brasileiras.
Sauaia considera que sua pesquisa revoluciona o método milenar das aulas expositivas, onde todos ficam sentados, calados, tomando nota das lições do professor.
Para os alunos interessados haverá uma palestra hoje à noite no auditório do Sebrae. “É até meio contraditório, mas nessa ocasião terei que usar do recurso da comunicação unidirecional, uma palestra, para que possa comunicar os resultados da minha pesquisa” argumentou o professor.
Sauaia comentou ainda que quer surpreender os alunos de outra forma, trazendo resultados de sua pesquisa desde 2002. O trabalho de pesquisa do professor se fundamenta em distribuição de equipes, buscando traçar os problemas que ocorrem nas organizações, onde na academia o erro é acerto também.
o professor adiantou que de início o principal problema é quebrar as panelinhas (grupos mais fortes e mais fracos segundo os próprios critérios dos alunos), uma vez que os grupos são formados por metas estabelecidas pelo docente. Após a fase de aplicação dos jogos empresariais, em uma análise estatistica, o professor chegou ao resultado de que não existe nenhuma correlação entre conhecimento individual e desempenho coletivo.
Esse estudo vem sendo replicado ano após ano nas turmas do professor na USP .”Eu precisava comunicar para as pessoas, que não adianta ficar decorando sem aplicar o conhecimento, conhecimento e ação. Aqueles alunos estigmitizados tem outras competências que as aulas expositivas não demonstram, mas os laboratórios de gestão demonstram, pois os que tem toda sabedoria não conseguem se integrar com os grupos.”argumentou.
Sauaia esteve na redação do TVCanal13.com para expor sua metodologia de ensino
Essa metodologia desenvolvida pelo doutor pode ser usada em todas as àreas do conhecimento. “Esse conhecimento precisa ser socializado, por isso mais que depressa finalizei o meu primeiro livro. Para começar uma militância pelas capitais brasileiras para formar formadores. Haverá os momentos expositivos, porém, não é só isso. Quero criar uma cultura de aprendizagem vivencial, constituir uma comunidade brasileira de docentes, pesquisadores e profissionais interessados em aprender fazendo.”
O professor adiantou ainda que há um site em desenvolvimento para atender essa comunidade, além do seu livro intitulado Laboratório de gestão: simulador organizacional, jogo de empresas e pesquisa aplicada.
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Luciêne Sampaio
Coluna do JH