Uma pessoa ligada à Polícia Federal informou que a sindicância interna da Casa Civil, aberta para apurar o vazamento de um suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, identificou o secretário de Controle Interno, José Aparecido Nunes Pires, como o funcionário que vazou os dados sigilosos. Aparecido é militante do PT e foi levado para a Casa Civil pelo ex-ministro José Dirceu. Ele nega que tenha vazado o dossiê.
De acordo com as investigações da Casa Civil, esse funcionário trocou e-mails com assessor do senador tucano Álvaro Dias, André Fernandes, que é servidor do Senado. A assessoria da Casa Civil foi procurada pela reportagem, mas disse que não se manifestaria sobre as informações.
A Polícia Federal confirma que este resultado obtido na sindicância da Casa Civil é "uma linha forte de investigação", mas, ainda não confirma se o inquérito aberto pela PF para investigar o caso chegou às mesmas conclusões. Isso porque o delegado que preside o inquérito, Sérgio Menezes, ainda não recebeu o resultado das perícias dos computadores recolhidos na Casa Civil, que teriam sido usados na confecção do suposto dossiê.
Além disso, o delegado ainda não ouviu todos os servidores que trabalhavam utilizando esses computadores. As máquinas ainda estão sob análise do Instituto Nacional de Criminalística (INC) na Superintendência da PF em Brasília.
O secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, disse, em entrevista ao Jornal Nacional, ter trocado e-mails com André da Silva Fernandes, assessor do senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Ele negou, no entanto, que anexou o suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso às mensagens. Alvaro Dias que os dados foram enviados pelo secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, ao seu assessor André da Silva Fernandes por e-mail.
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