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Taxistas faturam com lei seca em Teresina

O medo da fiscalização diante a nova legislação sobre o consumo de bebidas alcoólicas antes de dirigir tem levado muitos motoristas a buscarem alternativas na hora de voltar para casa.

Quem pretende tomar uma cervejinha nos finais de semana ou ainda dar uma esticadela depois do expediente de trabalho, vem ultimamente fazendo uso dos serviços de táxi. Isto porque com a lei seca no trânsito, o motorista que for pego dirigindo após a ingestão de álcool está sujeito a multa e prisão.

De acordo com o taxista Paulo Tavares, depois que a lei seca entrou em vigor ele notou uma diferença e mudança nos hábitos de quem utilizava o carro próprio para voltar para casa depois de uma noite de "farra". "As pessoas estão preferindo não arriscar e estão pegando táxi para voltar para casa. Eu trabalho à noite e desde que a lei entrou em vigor notei uma diferença no número de corridas que faço", disse o taxista.

Trabalhando há 15 anos na praça, Paulo Tavares disse que durante a noite sempre procura fazer ponto nas proximidades de bares, restaurantes e casas de shows e que o faturamento nas últimas semanas neste horário cresceu em uma média de 30%. "As pessoas saem para shows e geralmente bebem durante os eventos e, portanto, quem tinha o hábito de sair de carro está preferindo o táxi. Ninguém quer arriscar ser multado", completou.

A cobrança da corrida pode ser negociada entre o cliente e o taxista, sendo uma viagem contratada ou na contagem do velocímetro. Durante o dia, os taxistas usam a chamada bandeira 1, na qual é cobrada o valor de R$ 1,74 por quilômetro rodado e na bandeira 2, utilizada à noite, o valor é de R$ 1,98 por cada quilômetro.

O taxista João Varonil Sousa trabalha há 22 anos na praça e disse que apesar de não trabalhar no período da noite, notou que houve uma diferença e que as pessoas estão recorrendo aos táxis para fugir da fiscalização rigorosa.

Outra alternativa que irá permitir o retorno seguro das pessoas que se excederem no consumo de bebidas será a terceirização de motoristas por bares e restaurantes. A sugestão foi apresentada semana passada, pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares à Direção do Sest/Senat e do Detran no Piauí. Na logística, o cliente do estabelecimento pagaria uma tarifa para que o motorista o conduzisse até o local desejado e o estabelecimento se responsabilizaria pelo retorno deste motorista, que seria treinado e capacitado para o serviço.

Diário do Povo-PI
15/07/2008 11:47h
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