Outro setor é o de vestuário. As costureiras costumam triplicar a produção nesta época do ano. Um exemplo é o de Maria do Amparo Caldas Trindade, que é costureira há mais de 45 anos. Ela conta que nos períodos festivos, em todas as épocas e ocasiões, a produção é boa. Trabalhando no seu ateliê com duas costureiras, ela afirma que as clientes estão mais exigentes a cada dia e que a demanda neste ano é constante, fazendo de três a quatro peças por dia. "Para se encontrar mais costureiras é difícil, porque já conheço os corpos das minhas clientes e não tem nada pior do que reclamações de roupas tortas ou mal feitas", disse.
Muitas clientes vão até seu ateliê com desenhos dos figurinistas das lojas que compraram os tecidos e pedem opinião sobre o modelo escolhido, e como a prática já é tanta, ela ainda acaba dando seu "pitaco" para outro modelo que caia melhor na mulher. Uma forma que encontrou para continuar faturando foi fazer peças para vender. Além disto, reforma as antigas, pois as pessoas têm a tendência de querer entrar o ano novo com roupas novas, diferentes ou reformuladas.
Trabalhadores da área de serviços como pedreiros, carpinteiros, pintores e eletricistas também se beneficiam com as reformas das casas nestes últimos meses e quem quer contar com os serviços destes profissionais tem que se antecipar. Existem também aquelas pessoas que fornecem comidas como o caso da Maria de Fátima Oliveira, que nesta época do ano, já começa os preparativos das encomendas de almoços e jantares para as mais variadas confraternizações. Ela disse que as pessoas já conhecem seus serviços e ligam antecipadamente, entre os primeiros dias do mês de dezembro, para prepararem os pratos das ceias que contêm perus, pernil, lasanhas, salpicão, suflê entre outros.