O twitter (serviço de microbolg) do LeiSecaRJ, que já tem mais de 34 mil seguidores, é um dos cinco finalistas ao "Oscar" do Twitter, criado nos Estados Unidos.
O prêmio “The Shorty Award”, criado especialmente para as páginas do twitter, tem 27 categorias e concorrentes do mundo inteiro. O microblog LeiSecaRJ está na frente na categoria “notícia”.
A Operação Lei Seca, que há 9 meses registra queda no número de vítimas de trânsito, gerou polêmica pela forma como é realizada e, com isso, foi parar no twitter.
Já o jornalista William Bonner, apresentador do Jornal Nacional, está entre os cinco finalistas na categoria “jornalista”. O “Oscar” do twitter vai ser anunciado em março, em Nova York, nos Estados Unidos.
Os vencedores são determinados a partir da combinação da votação popular com os votos dos membros da academia. Esta é a segunda edição do "The Shorty Award" e a premiação é anual.
O twitter do LeiSecaRJ, criado para informar sobre os locais da operação, também tem sua marca estampada em camisetas: o microblog já registra cerca de dois mil pedidos de compra.
Como surgiu o microblog
Para o criador da página, Eduardo Trevisan, a operação dá resultados, mas é falha. Ele defende que o governo deveria ampliar, primeiramente, o horário de funcionamento dos transportes públicos durante a madrugada, como metrô, barcas e trem, e também ampliar a frota de ônibus nesse horário. Além disso, ele critica a falta de certificado do etilômetro, o medidor de álcool. Mas a principal revolta do LeiSecaRJ, segundo ele, é o trânsito gerado pela operação.
“A ideia surgiu quando um dos moderadores estava voltando, num fim de segunda-feira, para a Barra da Tijuca, após uma reunião estressante que varou o expediente e encontrou-se, durante meia hora, preso num engarrafamento na descida do Elevado do Joá”, conta ele.
Segundo Trevisan, que é consultor de Marketing, depois dos 30 minutos parado, o amigo também teve que enfrentar fila para realizar o teste. O microblog, dessa forma, surgiu após a insatisfação do motorista. De acordo com Trevisan, “para evitar que outras pessoas passassem pela mesma situação”.